Ministro iraniano afirma que o Irã não confia nos Estados Unidos

Abbas Araghchi ainda declarou que as negociações só vão ocorrer caso os estadunidenses tratarem o assunto com seriedade.

Por Da Redação
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Ministro iraniano afirma que o Irã não confia nos Estados Unidos

Foto: IAEA Imagebank/ Wikimedia Commons

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou nesta quinta-feira (15) que não há confiança por parte do Irã em relação aos Estados Unidos e que as negociações só vão ocorrer caso os estadunidenses  tratarem o assunto com seriedade. 

A declaração ocorreu em entrevista a jornalistas em Nova Délhi, onde o chanceler participa de uma reunião do Brics.  

As negociações entre ambos os países para uma paz permanente não têm avançado desde que o cessar-fogo foi anunciado no mês passado. Mediadas pelo Paquistão, elas foram suspensas depois que os dois países não aceitaram as últimas propostas. 

Segundo o ministro, o Paquistão não falhou nas negociações. Ele ainda destacou que o Irã tem estado relutante devido às “mensagens contraditórias” sobre as reais intenções dos estadunidenses. 

Em relação ao estreito de Ormuz, que tem sido controlado pelos iranianos, o Abbas definiu a situação como “muito complicada” e declarou que as embarcações interessadas em passar pelo local devem coordenar com a Marinha do Irã. 

Por fim, sem detalhar, ele afirmou que os EUA têm enviado mensagens como forma de continuar as negociações. 

Declarações de Donald Trump e do governo Chinês 

Antes das declarações do ministro, Donald Trump afirmou estar ficando sem paciência com o Irã e que Xi Jinping, o presidente da China, concordou com ele sobre a necessidade de Teerã abrir novamente o estreito de Ormuz . 

Nas redes sociais, Abbas afirmou que já passou da hora dos países do Brics, que foram vítimas de alguma forma da coerção norte-americana, se unam contra as práticas dos EUA. 

Ao sair do país chinês, Trump afirmou que Xi Jinping concorda com ele de que o Teerã deve ser proibido de produzir armas nucleares.  Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da China apenas emitiu uma nota demonstrando frustração em relação a guerra.  
 

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