Moraes recusa pedido de defesa para Bolsonaro ir à hospital após queda

Advogados do ex-presidente solicitaram autorização ao ministro para que o ex-presidente fosse ao hospital para realizar exames clínicos e de imagem

Por Da Redação
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Moraes recusa pedido de defesa para Bolsonaro ir à hospital após queda

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente fosse encaminhado ao hospital para exames.

Depois da decisão de Moraes, a defesa apresentou a lista de exames e reiterou o pedido para que os exames sejam realizados de maneira imediata em um hospital particular.

O ex-presidente passou mal, caiu na sala aonde cumpre pena na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi compartilhada nas redes sociais pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), e pouco minutos depois, confirmada pelo médico do político.

Moraes solicitou que os advogados detalhem quais exames serão necessários, para que seja avaliada a possibilidade de que os procedimentos sejam realizados no próprio sistema penitenciário.

Os advogados do ex-presidente solicitaram autorização ao ministro para que o ex-presidente fosse ao hospital para realizar exames clínicos e de imagem.

Depois da queda de Bolsonaro, a Polícia Federal disse em nota que Bolsonaro "recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação".

"Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A Defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade", disse Moraes na decisão.

De acordo com os advogados, o pedido feito pelo médico Brasil Ramos Caiado descreve Bolsonaro com "quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita".

A relação de exames que o médico recomenda serem feitos com urgência é:

  • Tomografia Computadorizada de Crânio;
  • Ressonância Magnética de Crânio; e
  • Eletroencefalograma.

"Consoante consignado no referido documento, tais exames mostram-se essenciais para adequada avaliação neurológica do Peticionário, sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado — no Hospital DF Star, onde o Paciente vem sendo acompanhado clinicamente —, com o objetivo de afastar risco concreto de agravamento do quadro e prevenir eventuais complicações neurológicas", afirma a defesa.

De acordo com o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.

O acidente aconteceu seis dias depois do ex-presidente receber alta depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.

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