Morre Orlando Senna, cineasta baiano que codirigiu 'Iracema', aos 86

Senna codirigiu o longa "Iracema - Uma Transa Amazônica ", de 1975, ao lado do também diretor Jorge Bodanzky

Por FolhaPress
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Morre Orlando Senna, cineasta baiano que codirigiu 'Iracema', aos 86

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O cineasta e jornalista baiano Orlando Senna, morreu nesta terça-feira (9), aos 87 anos. A morte foi confirmada por sua sobrinha e a causa ainda não foi divulgada.

"É com imensa tristeza que comunico o falecimento do meu querido tio, Orlando Senna. Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível. Um homem que com sua imensa generosidade, abriu portas para mim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos. Quem teve a oportunidade de conhecê-lo sabe da sua doçura, do seu humor, da sua inventividade e da forma positiva com que enxergava a vida e as pessoas", destacou post de sua sobrinha.

Senna codirigiu o longa "Iracema - Uma Transa Amazônica ", de 1975, ao lado do também diretor Jorge Bodanzky.

O cineasta começou a carreira na Bahia, sua terra natal. Nascido em uma cidade chamada Afrânio Peixoto, em abril de 1940, estreou jovem no cinema, fazendo assistencia para Roberto Pires, em "Tocaia no Asfalto" (1962). Ainda na Bahia, mas agora em Salvador, o cineasta escreveu críticas de cinema e dirtigiu peças de teatro. Ele atuou na Escola de Teatro de Salvador e no Centro Popular de Cultura.

Foi por lá que dirigiu documentários como "Lenda Africana" e "2 de Julho". Ficou em Salvador até se mudar para o Rio de Janeiro, no fim dos anos 1960.

Mais tarde, dirigiria marcos para o cinema brasileiro, como "Iracema" (1975), Gitirana" (1976) e "Diamante Bruto" (1977). Além disso, participou da criação de roteiros para Hector Babenco, em "O Rei da Noite" (1975) e Ruy Guerra, em "Ópera do Malandro" (1985).

Entre 2003 e 2007, foi secretário do Audiovisual, quando Gilberto Gil era ministro da Cultura. Também foi diretor geral da Empresa Brasil de Comunicação, coordenando a criação da TV Brasil, em 2007.

Além da atuação como cineasta e escritor, Senna teve papel relevante na formação de profissionais do audiovisual na América Latina. Foi um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV), em San Antonio de los Baños, em Cuba, considerada uma das mais prestigiadas instituições de ensino de cinema da região. Também lecionou no Centro de Capacitação Cinematográfica do México.

Entre 2008 e 2015, presidiu a rede Televisão América Latina (TAL), dedicada à integração de emissoras públicas e culturais do continente.

O trabalho de Senna na formação e no fortalecimento do setor audiovisual foi reconhecido em 2024, quando o Ministério da Cultura lançou uma premiação de curtas-metragens com seu nome.

Senna foi casado com a atriz e documentarista Conceição Senna, falecida em 2020.

No último domingo, Senna acompanhou sessão de cinema no CCBB/RJ, onde tirou uma foto ao lado do ator e amigo Antonio Pitanga.

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