Morte do Cão Orelha: Justiça arquiva caso após solicitação do Ministério Público
Ministério Público entendeu que o cão Orelha não foi morto após ser agredido por adolescentes

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis arquivou o caso do Cão Orelha, após solicitação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do estado nesta sexta-feira (15).
"Importante esclarecer que quando o Ministério Público requer o arquivamento de um procedimento criminal dentro dos parâmetros legais, o Poder Judiciário não pode dar prosseguimento ao processo por iniciativa própria", disse o tribunal, em nota.
Na última terça-feira (12), o MPSC informou que, após análise de cerca de dois mil arquivos, vídeos e laudos técnicos, ficou entendido que o cão Orelha não foi morto após ser agredido por adolescentes.
De acordo com o órgão, os adolescentes e Orelha "não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão". A morte do animal, submetido à eutanásia, ocorreu devido a uma "condição grave e preexistente".
Nos últimos dias, o vídeo do depoimento do veterinário Derli Royer, responsável pelo atendimento do cão Orelha antes da morte, vazou nas redes sociais.
O depoimento do veterinário, no entanto, contraria os laudos apresentados pelo órgão. Royer afirma que, no momento do atendimento, o cão apresentava ferimentos principalmente na cabeça, incluindo inchaços, sangramento nasal e protusão ocular. Segundo ele, o animal estava quase inconsciente.
O profissional também relata ter informado à mulher que levou o cão à unidade que os ferimentos aparentavam ter sido causados por agressões.


