MP avalia se parceria de Neymar e Virginia influenciou vulneráveis a apostar em plataforma on-line
Blaze é alvo de inquérito civil após mais de 42 mil reclamações registradas

Foto: Divulgação | Reprodução/Redes Sociais
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu uma investigação na qual avalia se publicações do jogador Neymar Jr. e dos influenciadores Virginia Fonseca, Lucas Lira e Bruna Unaik em parceria com a plataforma de apostas Blaze podem ter influenciado consumidores vulneráveis a participar de apostas on-line. As informações são de coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Portal Metrópoles.
A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) instaurou inquérito civil para investigar a plataforma de apostas on-line. Conforme divulgado pelo órgão, a atividade está relacionada ao agravamento do endividamento e a impactos na saúde financeira das famílias.
A apuração busca analisar se a empresa orientava os contratados a utilizar a expressão "renda extra" durante a divulgação dos serviços. Diante do inquérito, a Blaze deve apresentar as diretrizes de marketing adotadas nas campanhas realizadas pelos influenciadores.
Segundo a Prodecon, a abertura do procedimento foi motivada por denúncias de usuários e relatório técnico que aponta mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma. O inquérito avalia denúncias de retenção indevida de valores de usuários, bloqueios arbitrários de contas, exigências excessivas para a liberação de bônus e cláusulas consideradas abusivas.
O órgão também deve analisar se a empresa cumpre as normas de proteção ao consumidor e a legislação que regulamenta as apostas de quota fixam, e concedeu prazo de 15 dias para que a Blaze preste esclarecimentos sobre os procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas. A empresa de apostas on-line também deve fornecer informações sobre valores retidos, políticas de bônus e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.
As investigações ainda buscam identificar possíveis práticas abusivas da plataforma operada pela Foggo Entertainment Ltda. Caso as irregularidades sejam comprovadas, a Blaze pode ser multada por danos morais coletivos estimada em R$ 120 milhões.


