Mulher é presa em Simões Filho quase um ano após matar dono de academia em Feira de Santana
Ela confessou o crime e alegou legítima defesa

Foto: Reprodução
Uma mulher de 31 anos foi presa na tarde desta quarta-feira (11), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, por matar o dono de uma academia. O crime aconteceu há quase um ano atrás.
Ela foi flagrada em uma agência bancária por câmeras do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e presa por policiais militares da 22ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/ Simões Filho).
A mulher, identificada pelas iniciais I.J.L.S, foi conduzida à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), no bairro Barris, em Salvador, e, depois transferida para Feira de Santana, onde permanece custodiada no Complexo do Sobradinho à disposição da Justiça.
A expectativa é que ela seja encaminhada ao Presídio Regional nos próximos dias. Ela estava com mandado de prisão, e é acusada de matar o empresário Edmácio Azevedo de Azuis, de 51, mais conhecido como China, no dia 22 de abril de 2025.
Segundo o delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios (DH/Feira), a polícia representou pela prisão preventiva, mas ela já se encontrava foragida e permaneceu escondida durante um ano em vários estados até ser localizada em Simões Filho.
Ainda conforme o delegado, a mulher afirmou ter marcado o encontro com a intenção de convencer a vítima a encerrar o relacionamento e deixá-la em paz, e que levou comprimidos de clonazepam para dopá-lo caso ele ficasse agressivo, o que de fato ocorreu antes do assassinato.
A polícia confirmou que, quando o empresário foi morto a tiros, ele já estava desacordado, dormindo. Ela fugiu logo após o crime, mas foi flagrada por câmeras de segurança correndo pela rua com a arma na mão.
Edmácio foi encontrado morto por um de seus filhos. Ele estava nu em cima de uma cama e apresentava cinco tiros, sendo três na região do peito, um na cabeça e um em uma das mãos.
Ela já atuou como agente de segurança patrimonial. A Polícia Civil também está investigando o desaparecimento de uma pistola calibre .380, um revólver calibre 38 e cerca de R$ 10 mil do imóvel do empresário. À polícia, ela confessou o crime e alegou legítima defesa.
Ela foi ouvida e liberada, pois não havia mandado prisão em seu desfavor. A prisão só foi solicitada depois, mas ela já tinha fugido. As informações são do Acorda Cidade.


