'Não cito Lula ou Bolsonaro', diz relator da CPMI do INSS sobre parecer
Relatório da CPMI seria apresentado ao colegiado na quarta-feira (25) e votado na reunião seguinte

Foto: Reprodução/JoséCruz/AgênciaBrasil
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e deputado federal, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), disse nesta segunda-feira (23/3) que não citou, em seu parecer, “Lula ou Bolsonaro”, mas realizou um trabalho “técnico”.
Durante coletiva na Câmara, Gaspar ressalta que, pela ausência de prorrogação, ele teve que antecipar o relatório que, segundo ele, tem 5 mil páginas e 228 indiciados. Ele reforçou que não cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Gaspar declara que o relatório é baseado nos dados da Controladoria Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU), dos depoimentos e das quebras de sigilo.
"Para mim, pouco importa se foi do governo A, do governo B, C ou D”, afirmou Gaspar.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu nesta segunda-feira (23), que o presidente do Congresso, Davi Acolumbre (União-AP), leia o requerimento de prorrogação em até 48 horas, para estender oficialmente os trabalhos. O período pode ser de até 120 dias. A decisão de Mendonça agora vai ao plenário da Corte para análise do colegiado.
O relatório da CPMI seria apresentado ao colegiado na quarta-feira (25) e votado na reunião seguinte, prevista para quinta-feira (26), último dia de funcionamento da CPMI antes da decisão do magistrado.


