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Ataque dos EUA a Venezuela reposiciona Trump no continente e pode influenciar eleições brasileiras, avaliam especialistas

Recente intervenção do governo Trump no Brasil com o tarifaço contribui para as suspeitas de interferência

Por Inara Almeida
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Atualizado
Ataque dos EUA a Venezuela reposiciona Trump no continente e pode influenciar eleições brasileiras, avaliam especialistas

Foto: Rawpixel e Fernando Frazão/Agência Brasil

A captura de Nicolás Maduro pelo governo do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, está longe de ser um evento com impacto apenas na Venezuela. No continente americano, países como Colômbia, México e Cuba temem ataques semelhantes, enquanto no Brasil, embora tal possibilidade esteja mais distante, as chances de influência no cenário político acendem um alerta.

Mesmo antes do posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenando a ação norte-americana, as avaliações sobre o acontecido já se dividiam no debate público e no meio político – seguindo a linha de polarização na política nacional. Enquanto alguns defendem a captura de Maduro em prol do fim da ditadura venezuelana, outra parte chama a atenção para os princípios de soberania nacional e do direito internacional.

A recente intervenção do governo Trump no Brasil, com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky, contribui para as suspeitas de interferência nas eleições. Especialistas ouvidos pelo Farol da Bahia avaliam que a direita pode ganhar um fôlego a mais com os recentes acontecimentos.

“A interferência de Trump na eleição brasileira passa pela perspectiva da representação política. O baluarte da direita, uma grande liderança da direita no continente agora assume um papel de maior protagonismo nos assuntos internos dos países e pode, sim, dar um fôlego à direita”, avalia o cientista político Cláudio André.

Cláudio destaca, porém, que é preciso levar em consideração o grau de flexibilidade do momento atual. “Mas eu penso que o impacto imediato mesmo é no campo retórico, é no campo ali de afronta à soberania dos países”, completa.

Já para o cientista político João Vilas Boas, o presidente Donald Trump deve assumir uma postura de protagonismo nas eleições brasileiras, levando em consideração a influência dele no conjunto de sanções econômicas a produtos brasileiros.

“A gente percebe, dentro, sobretudo, da América do Sul, que há uma tendência à eleição de presidentes voltados à direita. A gente viveu isso na Argentina, com Javier Milei, e no Chile, recentemente, com José Antônio Castro, sendo eleito presidente chileno, ele que é uma figura da extrema direita. Desse modo, quando a gente percebe esses fenômenos em países vizinhos, logicamente, acende a possibilidade de que o Brasil possa acabar seguindo essa corrente e o presidente Trump, sem sombra de dúvidas, não medirá esforços para que tenha ao seu lado um presidente brasileiro mais aliado às suas ideologias”, destaca.

Apesar disso, um novo confronto direto com o Brasil, após o tarifaço, deve ser evitado. “Obviamente que pode surgir por parte da política interna esse discurso de que Trump quer salvar a América Latina da esquerda, do mundo das drogas, de uma certa ilegalidade, ou mesmo de um certo autoritarismo, mas eu não vejo a priori que ele vai abrir agora um confronto direto com o Brasil, com o presidente Lula”, disse Cláudio.
 

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