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"Todos são inocentes até que prove o contrário", diz Lula sobre suspeita de Jaques Wagner e Banco Master

Declaração foi dada durante entrevista à TV Globo, nesta quinta (27)

Por Da Redação
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"Todos são inocentes até que prove o contrário", diz Lula sobre suspeita de Jaques Wagner e Banco Master

Foto: Reprodução / TV Globo

O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT) , afirmou nesta quinta (27), em entrevista à TV Globo, que "todos são inocentes até que se prove o contrário". A declaração foi dada sobre suposto envolvimento do senador e candidato a reeleição, Jaques Wagner (PT), com o Banco Master. 

Questionado sobre o tema, Lula afirmou que é amigo do senador há mais de 45 anos, desde o período de sindicalista, e que confia em sua inocência. Wagner era líder do governo no Senado. 

"O Banco Master causou prejuízo a esse país de R$ 60 bilhões, e tem muita gente nesse país envolvido. Até agora não tá provado que o Wagner tem relação com o Master. Ele tem relação com Augusto [Lima], que na época não era nem do Banco Master. O que eu não posso admitir para mim e aceitar é que eu possa fazer política vivendo de ilações todo dia", diz.

Sobre Lulinha, e Marco Aurélio Ribeiro Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, Lula deu uma declaração parecida. Ele defendeu que as investigações sigam em curso e que não vai interferir no caso. Ambos são suspeitos de envolvimento nos escândalos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

"Eu estou muito tranquilo com relação a isso, muito deprimido e muito chateado, porque o meu filho sabe que não poderia cometer nenhum erro, se cometeu vai pagar. Ele não será protegido por ser meu filho, por ser meu irmão, nada, sabe? Portanto, ele sabe o que ele tem que fazer. Ele tem que provar a inocência dele, e eu tenho certeza que ele vai ser inocente. Não haverá da parte da Presidência da República 1 milímetro de movimento", diz.

Ele caracterizou ainda as supostas conversas por telefone atribuídas a Lulinha e à lobista Roberta Luchsinger como "ilações".

O presidente foi questionado sobre dificuldades do governo federal em combater o crime organizado, mesmo em estados com gestões aliadas, como na Bahia, governada por Jerônimo Rodrigues (PT). Sobre o tema, Lula respondeu que presidentes anteriores também não conseguiram combater de maneira efetiva os problemas de segurança pública e que é necessário "investimento inteligente".

Ele diz que quer aprovar a PEC da Segurança Pública e definir o papel da Polícia Federal (PF) nos estados. O petista destacou que a corporação não pode interferir em casos estaduais, a menos que seja solicitado pelos governos, o que em sua avaliação, não costuma acontecer.

Por fim, ele informou que vai levar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma proposta por escrito para que os países combatam em parceria o crime organizado. Segundo ele, também foi instalada uma base da PF em Manaus para enfrentamento do crime organizado na fronteira. 

"Se a gente fizer uma combinação e a gente trabalhar conjuntamente, eu posso ter garantir para ganhar. E por isso que eu fui conversar com o [Davi] Alcolumbre, vamos aprovar a PEC, porque aprovando a PEC, eu crio o ministério na semana seguinte", prometeu. 

Conheça o candidato
Luiz Inácio Lula da Silva é pernambucano e tem 80 anos. Está em seu terceiro mandato como presidente, o primeiro sendo em 2003. Anteriormente, era metalúrgico e ganhou destaque no sindicato da categoria, liderando greves.

Ele também ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) nos anos 80 e foi liderança no movimento Diretas Já, no período da redemocratização. Foi deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte em 1988, e em 1989 concorreu à Presidência pela primeira vez, mas acabou perdendo para Fernando Collor. Concorreu em outras duas eleições até ganhar pela primeira vez em 2002.

Um marco de suas gestões é a consolidação de programas sociais como o Bolsa Família e o Fome Zero, reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). O vice-presidente de sua chapa é Geraldo Alckmin (PSB). No sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato declarou R$ 4,7 milhões em bens. 

A Globo está realizando uma série de entrevistas com candidatos à Presidência. O próximo é Flávio Bolsonaro (PL), nesta sexta (28). 

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