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Negócios da sociobioeconomia movimentam mais R$ 100 milhões e ajudam a conservar 2,5 milhões de hectares no Brasil!

Mapeamento da Conexsus mostra que mais de 100 negócios comunitários geraram R$ 130 milhões em faturamento e comercializaram 6,6 mil toneladas de produtos da floresta, como açaí, cacau e castanha

Por Michel Telles
Às

Negócios da sociobioeconomia movimentam mais R$ 100 milhões e ajudam a conservar 2,5 milhões de hectares no Brasil!

Foto: Divulgação

Negócios ligados à sociobioeconomia já movimentam milhões de reais no Brasil e demonstram que a conservação da floresta pode caminhar junto com geração de renda. Levantamento realizado pela Conexsus - Instituto Conexões Sustentáveis, aponta que um conjunto de empreendimentos apoiados pela organização registrou faturamento bruto de R$130 milhões, com a comercialização de 6,6 mil toneladas de produtos da sociobiodiversidade.

O mapeamento reúne dados de mais 100 negócios comunitários acompanhados pela Conexsus em diferentes biomas brasileiros. Esses empreendimentos atuam principalmente em cadeias produtivas como açaí, cacau, castanha-do-Brasil e outras frutas amazônicas, que têm ganhado espaço no mercado e contribuído para o fortalecimento da chamada economia da floresta.

Os dados se referem às operações realizadas em 2025 e fazem parte do sistema de monitoramento da organização, que acompanha os resultados econômicos, sociais e ambientais dos negócios comunitários apoiados pela instituição.

Além do impacto econômico, o levantamento indica efeitos relevantes na conservação ambiental. Segundo os dados, as atividades desses negócios estão associadas à conservação e ao uso sustentável de cerca de 2,5 milhões de hectares de territórios, grande parte localizada na Amazônia.

O estudo também mostra a diversidade de produtos comercializados pelas organizações comunitárias. Entre os itens com maior volume de produção estão o açaí, o cacau e seus derivados, além de castanha-do-Brasil, polpas de frutas, doces, mandioca e seus derivados e outros produtos da sociobiodiversidade brasileira.

Os números indicam ainda crescimento dessas iniciativas. De 2023 a 2025, o faturamento anual dos negócios monitorados aumentou em 81%, refletindo avanços na organização produtiva, na gestão e na capacidade de comercialização das organizações comunitárias.

"Os dados levantados pela Conexsus evidenciam a magnitude dos negócios comunitários e o seu papel decisivo para a geração de renda às comunidades. Ainda assim, trabalhar no fortalecimento destes empreendimentos, para que possamos ter um ecossistema de negócios cada vez mais maduro e abrangente, é estratégia fundamental para que a sociobioeconomia possa se consolidar como protagonista nos diferentes territórios rurais e florestais. É para este horizonte que miramos nossa atuação e estratégias da Conexsus", avalia Pedro Frizo, Diretor de Programas e Inovação Financeira da Conexsus.

De acordo com a Conexsus, o levantamento não representa todo o universo da sociobioeconomia no país, mas evidencia o potencial do segmento para gerar renda local e estimular modelos produtivos que mantêm a floresta em pé.

Com presença em diferentes regiões e biomas brasileiros, os negócios comunitários mostram que a sociobioeconomia pode se consolidar como alternativa de desenvolvimento sustentável, ao combinar conservação ambiental, valorização de produtos da biodiversidade e geração de renda para povos e comunidades tradicionais.

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