Sinísia Coni lança livro de fotografias na capital baiana!
Aos detalhes...

Foto: Divulgação
Muito concorrida a sessão de autógrafos de Sinísia Coni, que lançou o livro Día de Los Mortos, na tarde/noite de ontem (12), no Palacete Tira Chapéu. Amigos, familiares e amantes da fotografia e convidados se encantaram com as imagens registradas pela fotógrafa baiana, que, desde a sua primeira visita ao México, ficou fascinada pela celebração ancestral e milenar do Dia de Los Muertos. Ao lado de Sinísia, o livro também era autografado pelo escritor, do filósofo e psicanalista Marcos Bulcão, que assina em conjunto com a autora. Publicado pela editora P55, o livro é trilíngue, com versões em português, inglês e espanhol. Quem quiser comprar pode acessar o link: Sinísia Coni – Día de Los Muertos.
Em cada uma das 204 páginas, o livro apresenta imagens que vão além de um registro documental, explorando elementos centrais da celebração. Desta forma, a fotógrafa Sinísia Coni evidencia a expressão viva da ancestralidade, presente nos coloridos das flores, velas, alimentos, máscaras e pinturas de caveira, fantasias. O livro encanta por ser delicado, sério, porém leve, respeitoso e poético, confirmando a importância da celebração de El Día de los Muertos, que é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade, adotada pela Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura. 
Nas 204 páginas, as tocantes 87 imagens vão além de um registro documental, explorando elementos centrais da celebração na Cidade do México e Oaxaca, duas principais cidades onde El Día de los Muertos é mais celebrado e visitado. Desta forma, a fotógrafa Sinísia Coni evidencia a expressão viva da ancestralidade, presente nos coloridos das flores, velas, alimentos, máscaras, pinturas em rostos, fantasias, música e muita alegria.Mais do que um documentário visual, este livro nasceu como uma travessia afetiva. “É uma tentativa de escutar com o olhar. Cheguei com os olhos de fotógrafa, mas foi a alma quem primeiro foi tocada. E é nesse gesto que compreendi: a morte, para o povo mexicano, não sela os ciclos. Ela os renova. É ponte. É laço. É continuidade invisível que atravessa gerações. É expressão viva da ancestralidade: presente, colorida, cotidiana”, conta Sinísia. De origem indígena, a celebração mexicana do Día de los Muertos não é um tributo ao fim, mas uma consagração da permanência. Uma comemoração em honra aos mortos, que autoriza as almas a visitarem os parentes vivos.
Sobre a autora
O amor de Sinísia Coni pela fotografia vem da infância. Ainda menina, se encantou com a paixão de seu pai, o médico Antônio Caldas Coni, pela fotografia. Traz na lembrança ele fotografando com uma máquina Rolleiflex e as fugidas para o gabinete, onde adorava ver as fotos dele na época de estudante na Europa e as que registrava em família, da qual ela era a terceira dos seis filhos do casal.
O seu interesse pela fotografia era tão forte que recebeu de presente de 15 anos dos meus pais, um laboratório de fotografia, onde revelava e ampliava as fotos. Começou fotografando o meu bairro, amigos, depois meus filhos e as viagens. “Hoje a fotografia tomou conta de mim e vice-versa. Só vim me interessar profissionalmente há pouco mais de 16 anos, quando comecei a utilizar equipamentos de qualidade, criando uma vasta fototeca. A partir daí, comecei a fazer minhas exposições, lançando no momento meu primeiro livro e já elaborando o segundo, que terá como tema a Bahia”. Formada em Ciências Humanas no curso de História da UFBA, a fotógrafa baiana desenvolve um trabalho documental, realizado por meio da sensibilidade e escuta. Considerada street photographer, o seu trabalho já foi mostrado em exposições na França, Portugal, Noruega e Índia. No Brasil, desde 2012, ela vem realizando mostras em Salvador e em diversas cidades, como São Paulo, Distrito Federal, Itabuna e Cachoeira. 





