Netanyahu reforça apoio a ação dos EUA na Venezuela; aliados de Maduro condenam intervenção
Primeiro-ministro israelense afirmou que operação americana busca restaurar liberdade e justiça no país sul-americano

Foto: The White House, via Wikipedia
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (4) que o governo israelense apoia uma ação firme dos Estados Unidos na Venezuela. A manifestação ocorre um dia após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ter sido capturado por autoridades americanas e levado a um centro de detenção em Nova York.
Durante a abertura de uma reunião de gabinete, Netanyahu afirmou que a decisão americana representa uma medida resoluta diante do cenário político no país sul-americano. “Em relação à Venezuela, desejo expressar o apoio de todo o governo à decisão resoluta e à ação enérgica dos Estados Unidos para restaurar a liberdade e a justiça naquela região do mundo”, disse.
No sábado (3), o premiê israelense já havia se manifestado sobre o episódio. Em publicação na rede social X, Netanyahu parabenizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela operação. “Parabéns presidente Donald Trump pela sua liderança corajosa e histórica em prol da liberdade e da justiça. Saúdo a sua determinação e a brilhante atuação dos seus bravos soldados”, escreveu.
Reações contrárias
A captura de Nicolás Maduro também gerou reações contrárias de países aliados da Venezuela. A Coreia do Norte classificou a ação dos Estados Unidos como a “forma mais grave de violação de soberania”.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou acompanhar com atenção a situação no país sul-americano e atribuiu a crise ao que chamou de “ato de arbitragem dos EUA”.
“O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos”, declarou o governo norte-coreano.
Já o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa.
No texto, Pequim também pediu que Washington resolva a situação na Venezuela por meio do diálogo e da negociação, em vez de ações unilaterais.
Segundo o ministério, os Estados Unidos devem ainda garantir a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa. De acordo com a nota, a deportação do líder venezuelano violou o direito e as normas internacionais.


