Nikolas Ferreira e aliados da direita disparam contra projeto que criminaliza misoginia
Parlamentares do PL prometem trabalhar no plenário para derrubar a medida

Foto: Reprodução/ Agência Brasil
O deputado federal Nikolas Ferreira, do Partido Liberal (PL), se posicionou contra o projeto de lei que criminaliza a misoginia. O PL foi aprovado na última terça (24) e equipara a prática de misoginia ao crime de racismo.
Nas suas redes sociais, Nikolas chamou a medida de "aberração" e afirmou que irá trabalhar para derrubar o projeto. "Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho para derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado", afirma o deputado.

Além de Nikolas Ferreira, outros deputados da direita se colocaram contra o projeto. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) publicou em seu perfil no X que a medida promove o ódio entre homens e mulheres, e que irá trabalhar na Câmara dos Deputados para "derrotar o projeto".

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) também publicou no X que o projeto se trata de uma "mordaça ideológica" e que, na prática, o projeto de lei é uma tentativa de criminalizar o homem pelo fato de ser homem.

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) disse que a proposta se trata de uma "censura". Ela, em seu perfil no X, afirmou que esse tipo de lei será para quem se veste de mulher para atacar e calar mulheres. "Além de responder por transfobia ainda vai responder por misoginia sendo que qualquer um pode ser mulher", afirmou a deputada.
O projeto é da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e inclui a misoginia na Lei de Racismo (Lei 7.716 de 1989). O texto define que a misoginia é uma conduta que "exteriorize ódio ou aversão às mulheres". Se a proposta for aprovada pelos deputados, irá para a sanção do presidente Lula (PT).


