Nova proposta de delação de Vorcaro acusa Alcolumbre de receber propina e cita negócios com Rui Costa, diz revista
Chefe do Senado negou ter recebido qualquer valor do banqueiro e disse que vai acionar a Justiça para que Vorcaro responda por sua “falsas” acusações

Foto: Polícia Penal
A nova proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro inclui uma acusação de pagamento de propina ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Além de citar negócios envolvendo o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagnwer (PT). As informações foram divulgadas pela revista Veja.
Segundo a revista, Vorcaro teria oferecido aos investigadores a informação do uso de uma conta no exterior para repassar um pagamento de 30 milhões, equivalente a cerca de R$ 153,5 milhões, ao senador Alcolumbre. O montante foi depositado numa conta secreta e repassada em troca de apoiar assuntos do interesse do banqueiro. A Veja afirma que a operação foi feita por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Em nota, o chefe do Senado nego ter recebido qualquer valor do banqueiro e disse que vai acionar a Justiça para que Vorcaro responda por sua “falsas” acusações, segundo o senador.
Além do episódio de Alcolumbre, conforme a revista, a delação também se propõe a falar dos negócios envolvendo o Master e o governo da Bahia. Não é citado pagamento de propina, mas Vorcaro iria explicar como conseguiu manter um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais. Segundo ele, a história começou em 2007, durante o governo Jaques Wagner, com o nome de Cesta do Povo.
Nesta última quinta-feira (11), a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação informando a rejeição da proposta de delação. O conteúdo ainda está em analise na Procuradoria Geral da República.
A primeira proposta apresentada por Vorcaro havia sido rejeitada em 20 de maio.


