Novo oficializa candidatura de Romeu Zema à Presidência
Ex-governador de MG estreia na disputa pelo Planalto em chapa ainda sem vice

Foto: Agência Brasil
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) oficializou, nesta segunda-feira (27), sua candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano. A convenção nacional do partido foi realizada em Brasília (DF) e contou com a presença do presidente da legenda, Eduardo Ribeiro.
Esta será a terceira eleição disputada por Zema. Empresário, ele foi eleito para dois mandatos como governador de Minas, em 2018 e 2022. Como postulante ao Planalto, o ex-governador tem se posicionado como uma "terceira via", uma alternativa à polarização entre PL e PT.
O mineiro lança sua candidatura nas ruas sem ter definido, ainda, um nome para ser seu vice. Pela postura adotada, coloca o governo Lula, o PT e o Supremo Tribunal Federal (STF) como seus principais adversários. “Tudo o que dá certo neste país parece que o PT não gosta. A minha bandeira é estar contra o PT“, afirmou Zema.
O candidato a vice-presidente ainda não foi definido. No sábado (25), ele informou que o Novo estuda convidar o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa para integrar a chapa. A definição deverá ocorrer até 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias.
Quem é Romeu Zema
Empresário e administrador de empresas, Zema disputará pela primeira vez a Presidência após cumprir dois mandatos consecutivos à frente do governo de Minas Gerais. Ele é filiado ao Novo desde 2018, quando estreou na vida pública e venceu a eleição para o Executivo mineiro.
Durante sua gestão, adotou uma agenda voltada ao ajuste das contas públicas, à redução de despesas, a privatizações e à diminuição da estrutura administrativa do Estado. Ao longo do segundo mandato, ampliou a atuação política em outros estados e passou a ser apontado pelo partido como um dos principais nomes para a disputa presidencial.
Agenda liberal
Na área econômica, o candidato defende uma agenda liberal, com redução do tamanho do Estado, corte de gastos públicos, privatizações e reformas estruturais. Entre as propostas já apresentadas está a privatização da Petrobras, além da redução dos chamados supersalários no serviço público.
Zema também tem feito críticas ao STF e defende mudanças no funcionamento da Corte, como o fim das decisões monocráticas e alterações nas regras para indicação e responsabilização de ministros.


