Ociosidade do capital humano recua a 7,2% no 2° trimestre, aponta Ipea

Resultado está abaixo do recorde de 11,5% registrado no 3° trimestre de 2020

Por Da Redação
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Ociosidade do capital humano recua a 7,2% no 2° trimestre, aponta Ipea

Foto: Agência Brasil

A 52ª Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada nesta quarta-feira (21), aponta que o grau de ociosidade do capital humano, que leva em consideração a taxa de desocupação da população economicamente ativa ajustada pela qualificação da força de trabalho, recuou a 7,2% no segundo trimestre de 2022. O resultado está abaixo do recorde de 11,5% registrado no terceiro trimestre de 2020.

Isso sugere, segundo o documento, que o hiato do fator capital humano está se aproximando do zero. O indicador está 1,9 ponto acima do valor mínimo observado na série, no primeiro trimestre de 2014. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a taxa de ociosidade contraiu 0,9 ponto, enquanto a taxa de desemprego (de 9,2% no segundo trimestre de 2022), retraiu 1,7 ponto.

No documento, o Ipea avalia que a trajetória da taxa de desemprego como proxy para a subutilização do trabalho é um potencial instrumento para avaliar o aquecimento da economia. Dessa forma, o instituto analisa que a queda da taxa “indica uma recuperação relativamente mais forte no mercado de trabalho para indivíduos menos qualificados do ponto de vista laboral ao longo desta fase de recuperação econômica”.

Ainda segundo a carta, após atingir o ápice da série histórica no fim de 2020 (123,1 pontos), o Índice de Qualificação do Trabalho (IQT) contraiu ao longo de 2021 — para 120,1 pontos no quarto trimestre — e, depois de um momento de estagnação, fechou o segundo trimestre deste ano a 119,5 pontos.

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