Oito em cada dez indústrias inovam e crescem durante a pandemia, diz pesquisa da CNI

Entre as empresas consultadas, 80% registraram ganhos de produtividade

[Oito em cada dez indústrias inovam e crescem durante a pandemia, diz pesquisa da CNI ]

FOTO: Divulgação/Governo do Espírito Santo/Agência Brasil

A pesquisa da Confederação Nacional de Indústria (CNI) realizada pela FSB Pesquisa aponta que oito em cada dez indústrias brasileiras, grande e médias, realizaram inovações no ano passado e neste ano, e viram a produtividade, competitividade e resultados financeiros crescerem. 

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (19) e mostram também que do total de empresas industriais de médio e grande porte, 88% delas promoveram alguma inovação durante a pandemia de Covid-19 em busca de soluções para a crise econômica, acentuada pela crise sanitária. 

Entre as empresas consultadas para a pesquisa, 80% registraram ganhos de produtividade e lucratividade devido às inovações. Outras 5% tiveram dois desses ganhos, e 2% somente um ganho. A falta de resultados a partir do investimento em inovação só foi vista em 1% das indústrias.

Entretanto, o número de indústrias que não investem em área de inovação ainda é grande, cerca de 51% das indústrias não possuem um setor específico para tratar desse campo. Os dados apontam ainda que 63% do total das empresas pesquisadas não têm orçamento reservado para inovação e 65% não dispõem de profissionais exclusivamente dedicados a inovar.

Com isso, as indústrias foram questionadas sobre os motivos para não investirem em inovação. As principais causas apontadas como dificuldades para não inovar durante a pandemia são o acesso a recursos financeiros de fontes externas (19%), a instabilidade do cenário externo (8%), a contratação de profissionais (7%), a falta de mão de obra qualificada (8%) e o orçamento da empresa (6%).

Os dados ainda revelam que apenas uma em cada quatro empresas mantém algum programa ou estratégia de inovação aberta. Quando a avaliação é feita considerando somente as grandes indústrias, o índice chega a uma em cada três. As empresas preferem priorizar a relação com o cliente e os processos são os itens mais prioritários para a empresa inovar no pós-pandemia, cada um com 18% de menções entre os executivos.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca que o caminho para o país voltar a crescer e recuperar a sua economia passa essencialmente por investimentos em inovação. “Diante do surgimento de pandemias assustadoras, como a da Covid-19, e da persistência de crônicos obstáculos ao crescimento econômico e à melhora das condições de vida da população, estimular o espírito inovador é primordial para avançarmos”, afirma.


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