Os bolsonaristas fracassados e a vergonha nacional

Foto: Farol da Bahia
É simplesmente impossível não retratar o maior absurdo das eleições de 2026: o vexame no qual a Prefeitura de Salvador se meteu na tragédia do transporte público e que quase deixou milhares de eleitores a ver navios a caminho das urnas.
Chega a ser insultuoso ver Bruno Reis apostar que qualquer pessoa dotada de ao menos meio neurônio funcional vá engolir a historinha — sem pé nem cabeça — de que "sindicalistas adesivaram os ônibus" e que, por essa misteriosa razão, ocorreu um atraso de horas.
É uma historinha para boi dormir da pior categoria . Querem mesmo que a gente acredite que militantes invadiram garagens privadas, passaram batido pela segurança, driblaram câmeras de monitoramento, colaram adesivos na frota inteira e... ninguém viu, fez ou denunciou nada na hora?
Se essa versão mambembe for real, a solução é de uma simplicidade infantil: basta o prefeito vir a público e apresentar, um a um, os "invasores", devidamente identificados pelas filmagens e reconhecidos pelos funcionários do turno. Pronto! Prende-se a turma por crime eleitoral e o caso está encerrado.
Mas o verdadeiro espetáculo cômico reside na dança das versões que já começou a rodar. Agora, o "adesivaço" já virou "um adesivo relativamente pequeno". Os tais "meliantes", antes taxados de sindicalistas conhecidos, subitamente viraram fantasmas que entraram na garagem, mas dos quais ninguém sabe o nome. Para coroar o pastelão, inventaram que a equipe da Semob — ou seja lá quem ficou responsável por limpar os ônibus — levou horas para arrancar adesivos que, em qualquer universo paralelo, saem em vinte segundos com um puxão bem dado.
Enfim, fico aqui rolando de ansiedade para ouvir o malabarismo verbal que o secretário da Semob, Pablo Souza, vai desfiar ao desembarcar de seu "sacrificado" passeio em Paris. Cidade onde desfrutava da brisa europeia ao lado da vice-prefeita Ana Paula Matos — a ex, atual e futura candidata a perder a eleição de 2028. Digo futura perdedora porque qualquer "poste" apadrinhado por Bruno Reis ou ACM Neto, depois dessa vergonha de proporções nacionais, já entra na disputa carregando a rejeição sumária de mais da metade de Salvador.
A população soteropolitana — humilhada, desrespeitada e sabotada em sua cidadania — não vai esquecer este vergonhoso 25 de outubro de 2026. Muito menos esquecerá quem tentou assaltar seu direito sagrado ao voto.
E pode apostar: nós faremos questão de esfregar este "ocorrido" na memória da cidade e dos cidadãos até o dia da próxima eleição.
Carvalhada 1: O povo é lindo
Assisti arrepiado a mais de 100 vídeos de pessoas disponibilizando seus carros, motos e até bicicletas para transportar quem não estava conseguindo chegar à sua zona eleitoral. Quando o povo se une desta forma, enxerga-se a real democracia — algo do qual os políticos municipais se esqueceram completamente ao permitirem que este absurdo acontecesse.
Fica aqui o nosso agradecimento a todos que se empenharam para não deixar Bruno Reis e seu secretário Pablo Souza estragarem a alegria de cada um ser dono do seu próprio voto!


