Padre denunciado por intolerância religiosa fecha acordo com família de Preta Gil
Acordo realizado no âmbito civil ainda será homologado pela Justiça; padre terá que ler pedido de desculpas em uma transmissão ao vivo

Foto: Reprodução / Diocese de Campina Grande / Studio Foto Braga
A família da cantora Preta Gil, que morreu após lutar contra o câncer em julho de 2025, fechou um acordo com o padre Danilo César, da paróquia de Areial, na Paraíba. Ele foi denunciado por intolerância religiosa durante uma missa. O acordo ocorre no âmbito de um processo civil movido na 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro por danos morais. As informações são do g1.
O padre concordou em pedir desculpas à família de Preta Gil e citar o pai dela, Gilberto Gil, além de outros integrantes da família. Com o acordo, ele deixa de pagar R$ 370 mil de indenização. Também ficou reconhecido que o teor ofensivo das falas “causou dor aos familiares de Preta Gil”.
Conforme o acordo, a retratação deverá ser feita durante a celebração de uma missa, com transmissão pelo canal do YouTube da paróquia de Areial e deve ocorrer no mesmo local, com o mesmo alcance das falas que deram origem ao processo.
Ainda de acordo com o g1, o padre terá que fazer as declarações em até 30 dias úteis a partir da homologação do acordo pela Justiça. Em caso de descumprimento, está prevista multa de R$ 250 mil.
Além do pedido de desculpas, o padre deverá doar oito cestas básicas a uma instituição a ser indicada pela família Gil, no prazo de dez dias após a homologação do acordo. O termo também responsabiliza a Diocese de Campina Grande, à qual a paróquia é subordinada.
Relembre o caso
O episódio ocorreu dias após a morte de Preta Gil, em 27 de julho. Durante a homilia, o padre fez referência à morte da cantora, nos Estados Unidos, vítima de câncer colorretal, associando a fé dela ao sofrimento e à morte. A missa foi transmitida ao vivo pelo YouTube da paróquia.
O vídeo foi retirado do ar após a grande repercussão nas redes sociais.


