Polícia investigará transferências via Pix para a mulher de 37 anos que fingia ter 12 anos
Investigação visa identificar pessoas que receberam transferências destinadas à mulher

Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) vai investigar e rastrear contas bancárias que receberam transferências por meio do Pix, destinadas à mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos. Amanda Maria Souza de Oliveira viveu por 14 meses com uma família na cidade de Joinville.
O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, relatou que a mulher indicava contas de terceiros para receber dinheiro enviado pela família e por integrantes de uma comunidade religiosa.
A comunidade havia ajudado Amanda após ela relatar abandonos e violência, falsos.
Ela foi presa preventivamente na última terça (2), e indiciada na quinta (5), por estelionato e falsa identidade.
Relembre
Segundo as investigações, Amanda se aproximou da família que a adotou por meio de uma igreja, no início de 2025. Ela dizia ter 12 anos e se apresentava como Gabriele.
Ela contou ter fugido do Pará após ter sofrido maus-tratos e violência sexual. Conquistou a confiança da comunidade religiosa e passou a ser ajudada financeiramente.
Posteriormente, ela simulou uma fuga e passou semanas fora de Joinville, e manteve contato com a família por meio de mensagens. Neste período, ela pedia dinheiro e indicava contas para recebimento dos valores.
Pouco depois, pediu ajuda para retornar para a cidade. A família então pagou a viagem e a acolheu em casa, onde ela permaneceu por 14 meses.
Enquanto vivia lá, não houve novos pedidos de dinheiro. Os responsáveis arcavam com quaisquer despesas de alimentação, moradia, medicamentos e demais necessidades.
Para se passar por uma criança de 12 anos, Amanda alegou ter autismo e outros problemas de saúde. Ela contou que abusos que sofreu teriam afetado seu desenvolvimento.
Ela também se comportava de forma infantil, utilizava mamadeiras, chupetas, afinava a voz e simulava crises emocionais.
Um familiar do casal que a acolhia efetuou uma denúncia. Posteriormente, a polícia confirmou que ela era, na verdade, uma mulher de 37 anos.
Segundo a Polícia Civil, Amanda tem registros de situações semelhantes em outros lugares do Brasil, como no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina.


