Professores da rede privada da Bahia anunciam estado de greve após rodada de negociações
Categoria pede a preservação da aual políticia de bolsas para filhos de professores e a manutenção do recesso junino

Foto: Reprodução/Instagram/@sinprobahia
Professores da educação básica da rede privada de ensino da Bahia anunciaram, nesta sexta-feira (9), estado de greve. A paralisação foi implementada após aprovação por unanimidade durante assembleia geral realizada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), em Salvador.
A paralisação foi decidida após cinco rodadas de negociação com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), que representa os patrões, donos de escolas particulares. As reuniões finalizaram sem consenso.
Na assembleia desta terça-feira, estiveram presentes mais de 1 mil professores. De acordo com o Sinpro-BA, uma nova reunião está agendada para o próximo dia 17 de junho. Até lá, os profissionais seguem em paralisação.
Reinvindicações
A paralisação ocorre após a categoria recusar propostas apresentadas pelo Sinepe-BA. Com isso, os profissionais exigem:
- Preservação integral da atual política de bolsas de estudo para filhos de professores;
- Manutenção do período tradicional de recesso junino.
O que diz o sindicato patronal
Em nota à imprensa, o Sinepe-BA afirmou que mantém "boa-fé na busca por soluções consensuais". Além disso, o sindicato apresentou justificativo das instituições de ensino privadas para as propostas.
"As proposições patronais contemplam a adequação do benefício da bolsa de estudo, buscando critérios viáveis e sustentáveis para a preservação do direito a longo prazo, bem como a preservação do período mínimo de 15 dias de recesso escolar, visando apenas harmonizar as datas de início de acordo com a realidade e o planejamento de cada instituição de ensino", diz a organização.
Além disso, o Sinepe-BA se posicionou como "totalmente aberto à negociação para a construção de um instrumento coletivo que concilie, com responsabilidade, a justa valorização dos profissionais da educação e a necessária previsibilidade financeira das instituições de ensino".


