Protestos na França deixam um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 detidos
Manifestações contra a inflação, a desigualdade e os cortes nos serviços públicos foram marcadas por saques, incêndios e confrontos em diferentes cidades

Foto: Reprodução/GloboNews
A França registrou uma onda de protestos no sábado (17), com confrontos entre manifestantes e forças de segurança em diferentes cidades. Segundo informações divulgadas pelo g1, os atos reuniram mais de 500 mil pessoas e deixaram um morto por ataque cardíaco, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 pessoas detidas.
As manifestações começaram no mês anterior, motivadas por reclamações sobre as condições das escolas e a falta de professores em bairros periféricos. Nas últimas semanas, as reivindicações se ampliaram e passaram a incluir críticas ao custo de vida, à desigualdade social e aos cortes nos gastos públicos.
Em Bordeaux, cerca de 100 estabelecimentos comerciais foram saqueados, segundo o prefeito Thomas Cazenave. Já em Limoges, um incêndio criminoso danificou parcialmente a sede da prefeitura, instalada em um prédio histórico de 143 anos. Na capital, Paris, manifestantes quebraram vitrines, incendiaram bicicletas e picharam paredes.
Reação do governo
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os responsáveis por saques e depredações serão processados. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, declarou que o governo não será intimidado pela violência e atribuiu os distúrbios a grupos de extrema esquerda e a criminosos comuns.
O ministro da Economia, Roland Lescure, por sua vez, prometeu apoio aos comerciantes afetados pelos atos.


