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Puxada por educação, inflação da RM Salvador cai para 0,40% em fevereiro, aponta IBGE

Dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, cinco registraram aumento no mês

Por Da Redação
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Puxada por educação, inflação da RM Salvador cai para 0,40% em fevereiro, aponta IBGE

Foto: Alba Rosa/AEN

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,40% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (12). O resultado desacelerou frente ao registrado em janeiro (quando havia sido 0,52%) e foi o mais baixo para um mês de fevereiro em seis anos, desde o 0,16% de 2020.

A inflação de fevereiro na RM Salvador foi menor do que a do Brasil como um todo (0,70%) e apenas a 11ª entre os 16 locais pesquisados separadamente pelo IBGE. Todos esses locais tiveram altas no mês, liderados pelas regiões metropolitanas de Fortaleza/CE (0,98%), São Paulo/SP (0,97%) e Belo Horizonte/MG (0,76%).

Com o resultado de fevereiro, o IPCA da RM de Salvador acumula alta de 0,91% no primeiro bimestre de 2026. Está abaixo do índice nacional (1,03%) e é o 9º maior entre as 16 áreas.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a inflação na RM Salvador acumula alta de 2,93%. Teve importante desaceleração frente a janeiro (quando havia ficado em 3,94%) e é a menor, nesse acumulado, em pouco mais de seis anos, desde outubro de 2019 (2,66%). Também está bem abaixo da nacional (que aumentou 3,81%, em 12 meses) e é a 4ª menor entre os locais pesquisados, só acima dos municípios de Campo Grande/MS (2,13%) e São Luís/MA (2,41%) e da RM Belém/PA (2,77%).

Com altas em cinco dos nove grupos que compõem o IPCA, a inflação de fevereiro foi fortemente puxada para cima pelos preços do grupo educação (5,52%), que também ficou acima do verificado em 2025 (quando havia sido de 4,64%) e foi o 5º maior entre os 16 locais pesquisados, ficando acima do verificado no Brasil como um todo (5,21%). 

o aumento das mensalidades do ensino fundamental (9,56%) exerceu a principal pressão inflacionária na RMS, em fevereiro, registrando a segunda maior alta dentre todos os produtos e serviços pesquisados para o cálculo do IPCA. Em seguida, com a segunda principal contribuição para o aumento do custo de vida, no mês, vieram as mensalidades do ensino médio (8,77%).

O aumento da pré-escola também foi bastante significativo (8,86%, o terceiro maior entre todos os itens pesquisados), bem como o do ensino superior (2,94%). O aumento dos preços do grupo saúde e cuidados pessoais (0,74%) foi o segundo maior e também puxou a inflação da RM Salvador para cima em fevereiro, com mais força do perfume (1,96%) e dos planos de saúde (0,50%).

Por outro lado, grupos de despesas com muito peso nos orçamentos das famílias na Região Metropolitana tiveram deflação (queda média de preços) em fevereiro e ajudaram a conter o IPCA do mês, sobretudo transportes (-0,32%). Com o segundo maior recuo (-0,32%), os transportes deram a maior contribuição no sentido de segurar a alta do índice, com influência importante da gasolina (-3,57%) e do aluguel de veículos (-22,07%), serviço que teve a queda mais intensa de preços, dentre todos os itens pesquisados.

O grupo vestuário teve a deflação mais intensa (-0,46%, a segunda seguida), com reduções significativas nas roupas infantis (-2,22%) e masculinas (-0,70%). Já alimentação e bebidas, que tem o maior peso no cálculo da inflação, apresentou uma primeira variação negativa nos preços (-0,09%) desde outubro de 2025, puxada por produtos consumidos em casa (-0,29%) como o arroz (-3,80%), a banana prata (-4,50%) e a costela (-2,14%). Ainda assim, alimentos importantes do dia a dia tiveram altas significativas, a exemplo do feijão carioca, que registrou o maior aumento de preços (12,19%) dentre todos os produtos e serviços pesquisados. A alimentação fora de casa também ficou mais cara (0,48%). 

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