Quanto valem as casas dos astros do Rock in Rio? Dave Grohl, Elton John e outros artistas apostam em privacidade e exclusividade!
Aos detalhes...

Foto: Redes Sociais
No palco, eles estão acostumados com milhares de pessoas acompanhando cada movimento. Longe dos shows, porém, a realidade é bem diferente. Para alguns dos grandes nomes que passam pelo Rock in Rio 2026, a casa é justamente o lugar onde a exposição termina. E as escolhas feitas para esses espaços ajudam a mostrar como o conceito de luxo também está mudando.
Dave Grohl, Calvin Harris, Elton John, Halsey e Machine Gun Kelly estão entre os artistas que possuem imóveis de alto padrão em diferentes partes do mundo. As propriedades chamam atenção pelos valores, mas também pelas escolhas de localização, arquitetura e estilo de vida.
Entre os exemplos está Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, dono de uma mansão de sete quartos em Encino, na Califórnia, avaliada em mais de US$ 6 milhões. Em uma região bastante valorizada de Los Angeles, o imóvel reúne espaço e estrutura, mas também atende a uma necessidade comum entre pessoas que vivem constantemente sob os holofotes: ter um lugar reservado para a vida pessoal.
Para Thiago Castilho, incorporador imobiliário e especialista em processos construtivos inovadores e de alto padrão, esse comportamento também aparece entre os consumidores brasileiros. “Quando uma pessoa passa boa parte da vida em exposição, a casa ganha um papel ainda mais importante. Ela precisa oferecer conforto, mas também silêncio, segurança e privacidade. Por isso, vemos projetos cada vez mais pensados para a rotina real do morador, e não apenas para impressionar quem chega”, afirma.
Essa mudança pode ser percebida nos próprios projetos. Grandes áreas externas, ambientes de convivência mais reservados, integração com a natureza, tecnologia e espaços voltados ao bem-estar aparecem com frequência em imóveis de alto padrão. A metragem continua sendo importante, mas deixou de ser o único fator capaz de definir uma casa como sofisticada. “Hoje, o processo construtivo precisa acompanhar essa mudança. O cliente quer participar mais das decisões e espera que a casa tenha soluções que façam sentido para a maneira como ele vive. Isso exige mais planejamento, precisão e liberdade para personalizar o projeto”, explica Castilho.
O DJ Calvin Harris, por exemplo, escolheu uma propriedade rural em uma pequena vila na Inglaterra. O imóvel foi adquirido por £ 3,6 milhões e representa uma opção bastante diferente das mansões urbanas normalmente associadas às celebridades. Nesse caso, o isolamento e a tranquilidade parecem pesar tanto quanto o próprio patrimônio.
Já Elton John mantém uma tradicional vila dos anos 1920 em Nice, na França, com vista para o Mediterrâneo. A propriedade reúne características que continuam muito valorizadas no mercado de luxo: história, localização privilegiada e uma arquitetura com identidade própria.
Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, a maneira de enxergar exclusividade também mudou. “Durante muito tempo, uma casa extraordinária era aquela que todo mundo reconhecia imediatamente. Hoje, existe uma valorização maior daquilo que é particular. Pode ser uma vista, uma história, uma arquitetura, uma localização ou simplesmente a sensação de estar protegido do mundo. A verdadeira exclusividade muitas vezes acontece longe dos olhos dos outros”, afirma.
Outro exemplo é a cantora Halsey, que vive em uma residência histórica em Los Feliz, Los Angeles, avaliada em aproximadamente US$ 5 milhões. Nesse caso, o próprio imóvel carrega características que vão além do valor financeiro, com elementos ligados à história e à identidade da propriedade.
Machine Gun Kelly, por sua vez, investiu em uma mansão de aproximadamente 800 m², também em Encino. O cantor comprou o imóvel do influenciador Logan Paul por US$ 7,5 milhões, apostando em uma residência de grandes dimensões em uma das áreas mais disputadas de Los Angeles.
Apesar das diferenças entre as propriedades, existe algo em comum nas escolhas: os imóveis não representam apenas patrimônio. Uma casa histórica preserva memória. Uma propriedade cercada pela natureza oferece distância de uma rotina intensa. Uma residência em uma região valorizada pode unir praticidade, segurança e privacidade. Já uma mansão de grandes dimensões permite criar ambientes pensados para diferentes momentos do dia e necessidades do morador.
É essa relação mais pessoal com o imóvel que vem ganhando espaço no mercado de alto padrão. “Existe uma diferença grande entre ter uma propriedade rara e simplesmente ter uma propriedade cara. O mercado de alto padrão está cada vez mais interessado em singularidade, permanência e experiência. É isso que transforma um imóvel em algo desejado”, explica Tamara.
Para Castilho, essa mudança também influencia a maneira como as casas são projetadas e construídas. “Estamos caminhando para projetos nos quais tecnologia, engenharia e arquitetura trabalham juntas desde o começo. O objetivo não é colocar mais elementos na casa, mas fazer com que tudo funcione melhor e tenha relação com a vida daquele morador”, diz.

