Quase 4 mil menores foram detidos por agentes em ações anti-imigração em 2025
Segundo dados do Deportation Data Project, mais da metade das detenções foram feitas por agentes do ICE

Foto: Reprodução/X
Quase 4 mil menores foram colocados em centros de detenção familiar entre janeiro e outubro de 2025, entre eles crianças de um ou dois anos, conforme dados compilados pelo Deportation Data Project. A informação é do jornal O Globo.
Mais de 2,6 mil desses menores foram apreendidos por agentes do Serviço de Imigração e Fronteira (ICE). Isso significa que essas crianças e adolescentes foram detidos em algum ponto dentro do país, e não na fronteira.
Na penúltima semana, um menino equatoriano de cinco anos, identificado como Liam Ramos, voltava da escola com o pai, Adrián, quando foi levado por homens do ICE para um centro de detenção familiar em Dilley, no Texas. O pai também foi detido.
De acordo com um decreto de 1997 conhecido como Acordo Flores, mesmo sob custódia do ICE, o órgão não detém crianças e adolescentes desacompanhados. Uma criança imigrante acompanhada por um dos pais pode ser mantida em um centro de detenção com padrões um pouco mais elevados do que outras instalações para adultos, com acesso à educação e áreas de recreação. Ainda assim, o acordo geralmente exige que o ICE as liberte se o governo não puder deportá-las rapidamente.
“Há relatos consistentes de deportações ilegais de menores desacompanhados, em violação à obrigação de não devolução, inclusive de crianças e adolescentes vítimas de tráfico ou em risco de tráfico de pessoas”, afirmaram três relatores especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU na terça-feira. D
e acordo com as denúncias, as crianças têm sido pressionadas a aceitar um pagamento em dinheiro de US$ 2,5 mil (R$ 13 mil) para se autodeportar, abrindo mão das proteções previstas em lei, ou a enfrentar detenção por tempo indeterminado e a transferência para a custódia do ICE ao completarem 18 anos.
Na última segunda-feira (26), o juiz federal Fred Biery proibiu temporariamente as deportações de Liam e Adrián após o caso do menino provocar um grande protesto dentro do centro de detenção de Dilley.
Com agências internacionais


