Quase nove de cada dez produtos ficaram mais caros em 2021

87,8% dos itens da cesta de consumo de famílias com renda de um a 40 salários mínimos ficaram mais caros

[Quase nove de cada dez produtos ficaram mais caros em 2021]

FOTO: Tânia Rego/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que indicam encarecimento de quase nove a cada dez produtos, acompanhado da maior inflação dos últimos seis anos, registrada em 2021.

A cesta de consumo das famílias com renda entre um e 40 salários mínimos possui 337 itens. Desses, cerca de 331 (87,8%)  passaram a custar mais, 39 (10,34%) estão mais baratos e sete (1,86%) apresentaram estabilidade em 2021.

O resultado da chamada difusão é 8,75 pontos percentuais acima da taxa registrada em 2020 (79,05%), segundo os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A última vez que o índice oficial havia superado 10%, em 2015, a inflação atingiu 94% dos produtos analisados.

É importante ressaltar que, a partir de 2020, 56 novos itens foram incluídos para o cálculo da inflação oficial. O IBGE diz que a inserção de produtos levou em conta a alteração dos hábitos de consumo da população, como o uso de transportes por aplicativo e serviços de streaming.

Piter Carvalho, economista da Valor Investimentos, afirma que a alta inflação em todos os setores da economia já era algo esperado. Ele avalia que para algumas famílias, principalmente aquelas de menor renda, o efeito é ainda mais danoso. "Dependendo dos produtos e serviços que você consome, a inflação pode ser muito maior", afirma.

Entre os grupos analisados para a composição do índice oficial de preços, cerca de 143 dos 168 itens que compõem o segmento de alimentos e bebidas (+85,12%) tiveram variação positiva e contribuíram para a alta de 7,94% do grupo. Entre as maiores valorizações estão o café moído (+50,24%), a mandioca (+48,08%) e o açúcar refinado (+47,87%).

No âmbito dos combustíveis, para veículos e os domésticos, nenhum dos produtos pesquisados aliviou o bolso dos consumidores em 2021. Os principais vilões foram o etanol (+62,23%), a gasolina (+47,49%), o óleo diesel (+46,04%), o gás veicular (+38,72%) e o gás de botijão (+36,99%).


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