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Rede privada de ensino da Bahia teme aumento de custos e fechamento de escolas

Sindicato afirma que impacto das reivindicações dos professores pode pressionar setor

Por Da Redação
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Rede privada de ensino da Bahia teme aumento de custos e fechamento de escolas

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

As negociações da Convenção Coletiva de Trabalho entre o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino da Bahia (SINEPE-BA) e o Sindicato dos Professores da Bahia (SINPRO-BA) colocaram em discussão o futuro financeiro das escolas particulares no estado.

De acordo com o sindicato patronal, o impacto das propostas apresentadas pelos professores pode elevar as despesas das instituições e comprometer a continuidade de parte da rede privada de ensino.

“Escolas particulares podem se tornar inviáveis na Bahia”, afirmou o presidente do SINEPE-BA, Wilson Abdon.

Segundo ele, o objetivo é chegar a um acordo que garanta a valorização dos professores, mas também considere a capacidade financeira das instituições, principalmente as de pequeno e médio porte.

A negociação envolve reivindicações como reajuste do piso salarial, ganhos reais nos salários, manutenção de benefícios como bolsas de estudo para filhos de funcionários e pagamento adicional por atividades relacionadas à função docente.

Pressão sobre as escolas

Embora reconheça a importância das demandas da categoria, o SINEPE-BA avalia que o conjunto das propostas pode gerar um impacto incompatível com a realidade de cerca de 80% das escolas privadas baianas.

A entidade defende um equilíbrio nas negociações para evitar aumentos significativos nas mensalidades, preservar empregos e garantir que as famílias continuem tendo acesso à educação privada.

Atualmente, a rede particular de ensino da Bahia reúne 2.573 escolas e 509.712 matrículas, segundo dados do Educacenso de 2025. A maior parte dessas instituições é formada por unidades de pequeno e médio porte: 52,5% possuem até 200 alunos, enquanto apenas 25 escolas no estado têm mais de mil estudantes.

Custos e queda nas matrículas

O alerta do setor ocorre em um cenário de aumento dos custos operacionais das escolas. De acordo com o SINEPE-BA, despesas com salários, encargos e benefícios de professores, equipes pedagógicas e funcionários administrativos representam entre 65% e 70% dos gastos das instituições.

Além da alta das despesas, o sindicato aponta dificuldades relacionadas à receita, como o aumento da inadimplência e dos descontos concedidos às famílias. Segundo a entidade, esses fatores reduziram o fluxo de caixa das escolas e ampliaram a necessidade de busca por financiamento.
 

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