Relatórios da PF mostram que André Mendonça fazia distinção no tratamento de investigados e tinha como alvo Alcolumbre; entenda
Os relatórios foram enviados ao ministro Alexandre de Moraes.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Os relatórios da Polícia Federal (PF), recebidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que o ministro André Mendonça tinha decisões distintas conforme ao perfil do investigado e tinha como "provável alvo estratégico" Davi Alcolumbre (União-AP).
Além disso, os documentos apontam adoção de medidas por parte do ministro que que deveriam ser exclusivas das investigações, o que resultou no abandono do "plano da percepção e passou a constar de registro documental próprio"
Exigências probatórias desproporcionais
Sobre este ponto, a PF aponta que no caso do senador Weverton Rocha (PDT-MA), em que não houve um conjunto comprobatório robusto, ocorreu conclusões antecipadas sem cruzamento de informações e assertivas sem que houvesse comprovação nos documentos.
Em comparação, o tratamento foi distinto no caso de Ciro Nogueira, mesmo existindo uma provas mais robustas. Inclusive, há provas de que o senador foi autor de uma emenda que permitia a mudança do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão, que havia sido elaborado por pessoas vinculadas ao Banco Master e, seguida encaminhada à Vorcaro, antes ser protocolado por Ciro no Senado .
"No feito em que o acervo era comparativamente mais frágil, e a medida pretendida a mais gravosa, o Relator reconheceu "fortes indícios" e limitou-se a indeferir a segregação. No feito em que o acervo já continha ato de ofício documentado e a medida pretendida era a menos invasiva do ordenamento, condicionou a própria análise da justa causa à produção prévia de prova da contrapartida financeira", afirmou a PF.
Distinção na apreciação de medidas conforme o perfil do investigado
Outro ponto presente nos relatórios é que o ministro acelerava ou retrava a apreciação de medidas conforme o "perfil do investigado".
Assim, o relatório aponta que enquanto o mandado de busca e apreensão contra Jaques Wagner foi apreciada em nove dias, no caso do ex-governador do Rio de janeiro, Cláudio Castro, a mesma medida foi analisada em 75 dias.
No documento ainda há os casos de apreciação de uma mandado mandado de busca e apreensão contra Ciro Nogueira, que foi analisado as 29 dias, um mandado de busca e apreensão indeferido com parecer favorável da PGR contra Cláudio Castro, em 46 dias, e medidas cautelares do Instituto Previdência de Maceio, que ocorreu em mais de 53 dias.
Alcolumbre como alvo
Por fim , a PF apontou que o senador Davi Alclumbre (União-AP) era um "provável alvo estratégico" do ministro.
Neste caso, os relatórios apontam que ambos já tiveram diergência,citando ainda o fato do presidente do senado ter cido apontado como um dos principais obstáculos para a indicação do ministro ao STF.
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