Roberto Jefferson pede afastamento da presidência do PTB
Político segue preso preventivamente pelo suposto envolvimento com milícias digitais

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O ex-deputado Roberto Jefferson pediu licença, sem prazo determinado, da presidência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O motivo foi escrito em carta enviada ao advogado, em que ele justifica que a prisão o impede de exercer a gestão do partido.
Ainda na carta, o político pontua que o partido precisa agir com "desvelo e agilidade" e que a vice-presidente Graciela Nienov "está pronta para o pleno exercício da função".
Atualmente, o dirigente está hospitalizado no Complexo Penal de Gericinó, onde cumpre pena preventiva. Ele foi preso em agosto por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de envolvimento com milícias digitais.
Leia a carta na íntegra:
“Venho por meio desta carta, pedir licença, por prazo indeterminado, enquanto durar essa minha prisão preventiva, da Presidência do Partido Trabalhista Brasileiro. Percebo a necessidade de uma presença mais próxima da gestão partidária, que por razões óbvias eu não tenho podido assumir. Essa semana dois contratos que precisavam ser assinados, eu não pude fazê-lo, pois a Administração Penitenciária não autorizou. Autoriza que eu assine procurações, mas contratos contrariam a norma interna da Secretaria Penitenciária. Assinar é falta grave. Nós precisamos agir com rapidez e cuidados. Desvelo e agilidade, o que minha atual condição impede, por isso me licencio. Tenho certeza que a Graciela Nienov está pronta para o pleno exercício da função, além de contar com o apoio de quase totalidade do diretório e maioria quase absoluta dos presidentes regionais, à exceção de Alagoas e Mato Grosso”, diz um trecho da carta.