Saiba quanto clubes da Série A podem perder após bloqueio de bets no Brasil
Casas de apostas são 7% do faturamento de times

Foto: Letícia Martins / EC Bahia
O presidente Lula (PT) assinou na última sexta (25) uma medida provisória (MP) para bloquear no Brasil as casas de apostas e os jogos de cassino online, como o jogo do tigrinho. Após o anúncio, clubes brasileiros já começam a estimar quanto dinheiro vão perder com a perda de patrocínios.
Dos 20 times da Série A, 14 têm contratos de patrocíno master com casas de apostas, que devem ser rompidos quando a decisão entrar em vigor. O mercado movimentará R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, mesmo índice do ano passado.
Em 2024, 18 times do total de 20 da divisão tinham empresas de apostas estampadas nos uniformes. Naquele ano, o mercado movimentou cerca de R$ 523 milhões. As bets também passaram a obter os naming rights de campeonatos nacionais.
Segundo um levantamento do O Globo, nenhum contrato firmado entre clubes brasileiros e bets ocupa mais que 13% do orçamento destes times. Os clubes da Série A só possuem 7% da receita originada do patrocínio de casas de apostas. Os dados foram obtidos a partir das receitas brutas apresentadas pelos clubes em orçamentos de 2025, e valores fixos pagos pelas bets, sem bônus contratuais.
Os únicos clubes com o índice superior a 10% são Corinthians (10,6%) e São Paulo (10,5%). Estes também estão num pequeno grupo de times que recebem acima de nove dígitos. Ao São Paulo, a Superbet paga R$ 113 milhões fixos por ano, e a Esportes da Sorte paga R$ 103 milhões ao Corinthians.
Além deles, o time que recebe mais de sua patrocinadora master é o Flamengo. O contrato entre o clube e a casa de apostas Betano é o maior da história do futebol brasileiro, fixado em R$ 268,5 milhões por temporada. Em 2025, foram R$ 2,08 bilhões de receita bruta. O valor representa 12,85% do orçamento anterior.
Por outro lado, o Palmeiras, que recebe R$ 100 milhões fixos por ano da Sportingbet, a dependência do contrato é somente de 5,6% do orçamento. O time tem a segunda maior receita bruta do futebol brasileiro em 2025, de R$ 1,78 bilhão.
Exceto pelo Flamengo, Corinthians e São Paulo, nenhum outro clube do futebol brasileiro tem contratos com bets que representam mais de 8% da receita bruta do time. Os que menos dependem do mercado de apostas são Botafogo (3,8%) e Remo (3,6%).
Em 2026, clubes como o Bahia, Grêmio e Internacional ainda chegaram a perder receitas por rompimento de contratos com suas antigas patrocinadoras master. No entanto, o Grêmio fechou recentemente contrato com a Pitaco, fixado em R$ 43 milhões por ano.


