Saída de Dias Toffoli do Caso Master foi apontada como negativa por integrante de grupo de miliciano de Vorcaro
A informação foi obtida por meio de interceptação da Polícia Federal.

Foto: Andressa Anholete/STF
A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do Caso Master, em fevereiro deste ano, foi considerada como uma piora por um integrante da "A Turma", grupo pago por Daniel Vorcaro para obter informações sigilosas e intimidar pessoas. A informação foi obtida por meio de interceptação da Polícia Federal.
Em uma conversa por WhatsApp no dia 27 de fevereiro, um dos integrantes do grupo, Manoel Mendes Rodrigues, enviou um link de uma reportagem sobre supostos desvios do ex-banqueiro e seu pai, Henrique Vorcaro, para outro membro, Bruno Correa Lopes.
“Cobra aí, por favor, porque o que acontece… senão enfraquece, eu não posso cobrar dele, né? Depois que pega tudo, a gente não consegue ficar cobrando. Quero resolver isso hoje”, escreveu Bruno ao tratar do fim dos negócios de Vorcaro.
Correa ainda afirmou que a família do banqueiro estava vendo imóveis com preços baixos como forma de garantir dinheiro.
"Venderam uma casa aqui por 20 milhões, uma casa de 40 [milhões], vão vender por 20 [milhões]. Vão fazendo dinheiro para todo lado, antes que tomem, entendeu? Eles sabem que eles vão perder tudo, então estão vendendo por qualquer preço", acrescentou Bruno.
Em seguida, ao compartilhar o link de uma reportagem sobre a CPMI do INSS, Bruno declarou que a saída de Dias Toffoli significava uma piora da situação.
"Está piorando muito rápido agora que saiu do Toffoli", escreveu
Relator do Caso Master até o dia 12 de fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal foi substituído por André Mendonça, após críticas sobre a divulgação de informações de que seus irmãos venderam participações no Resort Tayayá a um cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
À época, Toffoli esclareceu por meio de nota que era sócio da empresa familiar Madridt, a qual tinha participações no Grupo Tayayá, mas que nunca recebeu nenhum valor do ex-banqueiro e nem de Zettel.


