"Ser vice não é meu estilo", diz Caiado ao falar sobre eleições de 2026 e criticar governo Lula: "não fez nada"
Governador de Goiás afirma que respeitará decisão do PSD caso não seja escolhido para candidatura à presidência

Foto: Valter Camargo / Agência Brasil
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que ser vice não é seu "estilo", em entrevista neste sábado (14).
Caiado concretizou sua filiação ao PSD e se juntou a Ratinho Jr e a Eduardo Leite numa disputa interna para decidir quem será o candidato do partido à presidência. O processo de escolha é coordenado pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab, que deve anunciar sua escolha até abril.
Ao ser perguntado sobre abrir mão de sua candidatura em prol de um pré-candidato melhor avaliado, Caiadou mencionou o foco em Goiás e reforçou o desejo de nacionalizar um acordo com o MDB. Além disso, afirmou que se for eleito, concederá anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A entrevista foi dada à CNN.
"Já dei a receita, se eu for eleito, no primeiro dia eu faço a anistia ampla, geral e irrestrita, atingindo também o ex-presidente. Acabou essa conversa", afirmou.
Sobre abrir mão de sua candidatura para um outro nome do partido, o governador goiano afirmou que se colocou à disposição e que aquele que for escolhido terá o apoio dos restantes.
"Bom, eu me coloquei à disposição de ser avaliado. Nós temos um compromisso, aquele que for o indicado terá o apoio dos demais. Eu jamais estou abrindo mão, eu respeitarei a decisão, ninguém está abrindo mão. Todos nós estamos lutando para sermos ali o indicado e sabemos que só tem uma vaga. O compromisso mais importante é saber que, aquele que for indicado, terá o apoio dos demais", disse.
Sobre ser vice, Caiado afirmou que produz melhor se for candidato pelo PSD, mas que caso não seja escolhido, se dedicará à Goiás.
"Não é o meu estilo. Vice tem estilo. O meu estilo é sempre assim, de frente. Tá muito difícil conciliar a posição de vice nesse momento, porque eu já venho com vários mandatos e eu acho que produzo muito melhor podendo ser o candidato pelo PSD. Não sendo, eu estarei caminhando com o candidato e estarei fazendo talvez, me dedicando a maior vitória que Goiás já teve talvez nesses 100 anos", disse.
Ele atribuiu a polarização no país ao Partido dos Trabalhadores, afirmando que "foi muito bem traabalhada pelo PT nesses quatro anos". Segundo Caiado, o governo Lula não fez nada.
"O governo Lula não fez nada, só manteve esse 8 de janeiro. Você não vê ele fazendo nada, não vê entrando na área da inteligência artificial, inovação, mercado, nada. É um populismo desenfreado e a o mesmo tempo, só cresce no Brasil o narcotráfico e corrupção. Você tem cinco mandatos do PT, são 20 anos que eles estão no poder, então o brasileiro não vai votar nele", afirma.
Para ele, vencerá a eleição o candidato que for consistente em debates e que tiver "autoridade moral". Afirmou também que o Brasil deve ter "um presidente que tem estatura para ser presidente" e que se for eleito, saberá responsabilizar representantes dos outros Poderes para resolução de problemas.
"Sem um presidente que tem estatura pra ser presidente, continua essa mesma esculhambação. Como presidente, eu saberei chamar o presidente do Supremo, da Câmara, do Senado e saberei responsabilizá-los por todos os problemas que nós teremos que resolver. Assim que é governar, não é ser sequestrado por poderes, não é ser submisso a ninguém", declarou.
Além disso, o governador de Goiás ressaltou que buscará uma aproximação entre o PSD e o MDB no cenário nacional.


