Sete em cada 10 adolescentes dormem menos que o necessário, diz pesquisa
Especialista aponta que o uso do celular à noite é o maior desafio dos jovens

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Sete em cada dez adolescentes dormem menos do que o necessário, de acordo com uma pesquisa publicada na revista cientifica Jama. O dado aponta que mais de 120 mil jovens foram ouvidos e alerta para os impactos da privação de sono, que vão de irritabilidade até o risco de obesidade.
De acordo com o pediatra especialista em sono, Gustavo Moreira, em entrevista ao podcast Bem-Estar, o problema resulta de uma combinação de fatores biológicos e comportamentais.
Ele pontua que a adolescência é marcada por uma mudança natural no padrão de sono, o problema, no entanto, é que a rotina social não acompanha essa mudança. Com as aulas, compromissos e longos deslocamentos, muitos adolescentes dormem muito tarde e acordam cedo, o que gera um déficit de sono ao longo da semana.
Conforme a pesquisa, dois mecanismos influenciam diretamente o sono: o fator homeostático: acúmulo de cansaço ao longo do dia; e fator circadiano: o relógio biológico, que regula os horários de sono e vigília.
A exposição muitas horas à luz das telas à noite também interfere na produção de melatonina, hormônio que induz o sono.
A recomendação média de sono para um adolescente é de cerca de nove horas por noite, podendo varias ente oito e 10 horas. Dormir menos que isso pode gerar prejuízos.
Além da luz dos aparelhos, outros fatores também atrapalham o sono: consumo de cafeína à noite; atividade física no período noturno; e falta de rotina para dormir e acordar.
Para regular o sono, o especialista recomenda:
manter horários fixos para dormir e acordar
reduzir estímulos à noite
evitar telas antes de dormir
tomar sol pela manhã
criar um ambiente tranquilo no quarto


