STF autoriza PF investigar Marco Buzzi por venda de sentença
Ministro também é alvo de investigação sobre importunação sexual

Foto: STJ
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou nesta sexta-feira (24) que a Polícia Federal (PF) investigue o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, por venda de sentenças.
Marco Buzzi é o segundo ministro do STJ investigado no caso. O magistrado Paulo Dias de Moura Ribeiro já era alvo do inquérito aberto pela PF.
A decisão foi assinada em maio de 2026, tramita sob sigilo e tornou-se pública nesta sexta-feira, 24 de julho. Zanin acolheu pedido da PF que recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Agora a PF poderá aprofundar investigação sobre suspeitas que envolvam Buzzi e familiares no inquérito já aberto que apura o esquema de venda de sentenças no STJ, também por outros magistrados. A partir da Operação Sisamnes, desde 2024, a PF vem apurando o caso.
A defesa do magistrado negou acusações. "O ministro Buzzi não tem relação com atividades de nenhum de seus familiares, ao contrário, é impedido de exercer função de juiz em casos que familiares atuem. Não tem conhecimento de andamentos do caso em tela, tampouco figura como investigado".
Marco Buzzi está afastado cautelarmente das funções no STJ desde fevereiro deste ano. O magistrado é alvo de um processo administrativo disciplinar por denúncias de assédio sexual, instaurado pelo próprio tribunal, que decidiu manter o afastamento até a conclusão das apurações internas. O julgamento, neste caso, será em 6 de agosto.


