STF mantém isenção de IR sobre pensão alimentícia
Governo deve agora deixar de arrecadar R$ 1,05 bilhão por ano

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) mantém isenção de imposto de renda (IR) os valores recebidos a título de pensão alimentícia. A disputa entre a União e pensionistas que durava cerca de sete anos.
Em junho, a isenção de IR das pensões alimentícias decorrentes do direito da família já havia sido decidida pelo plenário, por 8 votos a 3. Desta vez, porém, todos os 11 ministros rejeitaram um recurso em que a União dizia haver obscuridades e buscava amenizar a decisão do Supremo. O caso foi julgado no plenário virtual, em sessão encerrada na última sexta-feira (30).
Segundo estimativas da Receita Federal anexadas ao processo pela Advocacia-Geral da União (AGU), com a rejeição total deste último embargo de declaração, o governo deve agora deixar de arrecadar R$ 1,05 bilhão por ano.
O impacto fiscal, contudo, pode ir além, pois os pensionistas que tiveram o dinheiro recolhido pelo governo podem agora pedir o dinheiro de volta na Justiça, até o prazo legal máximo de cinco anos. De acordo com as estimativas oficiais, o impacto nos cofres públicos com os chamados indébitos pode chegar a R$ 6,5 bilhões pelos próximos cinco anos.


