STF retoma ação contra Eduardo Cunha por corrupção
Investigação que originou ação penal começou na Corte em 2016, originada das investigações da Operação Lava Jato

Foto: Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal retomou a ação penal contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, acusado de corrupção em investigação originada na Operação Lava Jato.
A investigação que deu origem à ação penal começou na Corte em 2016, originada das investigações da Operação Lava Jato, mas foi enviada à primeira instância porque Cunha perdeu o mandato naquele ano, cassado por quebra de decoro parlamentar.
O caso tem outros cinco réus e retorna ao Supremo com mudança nas regras do foro privilegiado, já que, na última segunda-feira, 25, o STF reafirmou que o foro por prerrogativa de função continua após o fim do mandato para crimes praticados no cargo.
Segundo a acusação, Eduardo Cunha e o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves teriam recebido vantagens indevidas da OAS para atuar em favor dos interesses da empresa em temas discutidos no Congresso Nacional.
Entre os episódios citados pela acusação estão medidas relacionadas à participação da OAS na privatização dos aeroportos do Galeão e de Confins e à liberação de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a obra do estádio Arena das Dunas, em Natal.
Eduardo Cunha é atualmente pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais e é uma das pessoas que pode ser beneficiada caso o STF não derrube as mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso que diminuem o tempo que o candidato “ficha suja” é impedido de se candidatar.


