Tereza Cristina diz que chance de ser vice de Flávio diminuiu, mas mantém possibilidade aberta
Senadora afirma que decisão do PP pela neutralidade enfraqueceu a composição

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda pode integrar como candidata a vice-presidente a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar de reconhecer que a decisão do PP de permanecer neutro na disputa pelo Palácio do Planalto reduziu as chances da composição.
Líder do PP no Senado, Tereza Cristina disse que colocou o nome à disposição, mas ressaltou que a entrada na chapa depende de uma mudança de posição do partido. As legendas têm até quarta-feira (5) para realizar as convenções e definir oficialmente os candidatos às eleições.
"O partido, quando me disse que ia continuar na neutralidade, eu como uma pessoa de partido, eu me calo e digo que essa é a posição majoritária do PP. Mas, é claro, ainda tem um tempo, as conversas continuam com os partidos e agora é aguardar. Mas acho que a chance hoje diminuiu bastante", afirmou.
Ao ser questionada se ainda existe espaço para uma reviravolta, a senadora respondeu: "Sim, até a hora final tem espaço".
Na sexta-feira (31), o PP informou que, após consultar os diretórios estaduais, decidiu não convocar uma convenção nacional para apoiar qualquer candidatura presidencial. A neutralidade representa um obstáculo à escolha de Tereza Cristina, já que uma candidatura pela legenda precisaria passar pela direção partidária.
A senadora afirmou que acompanha manifestações de integrantes do PP favoráveis à aproximação com o PL, mas atribuiu ao presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, a responsabilidade por conduzir uma eventual mudança.
"Tenho visto postagem de algumas executivas que elas gostariam de participar junto com o PL dessa construção pras próximas eleições, mas isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar e resolver e ver se ainda há tempo legal caso haja mudança de rota", disse.
O PL oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em convenção realizada em 25 de julho, mas ainda não anunciou o nome que ocupará a vaga de vice. O senador chegou a declarar que Tereza Cristina havia aceitado o convite e tem defendido a presença de uma mulher na chapa.
A escolha da senadora é considerada estratégica pelo PL por causa da ligação dela com o agronegócio e da possibilidade de ampliar a coligação partidária. A neutralidade do PP, no entanto, enfraqueceu a articulação e levou a campanha de Flávio a avaliar alternativas, inclusive uma chapa formada apenas por integrantes do próprio partido.


