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Transplante capilar não é definitivo: saúde do couro cabeludo é determinante para preservar os fios!

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Por Michel Telles
Às

Atualizado
Transplante capilar não é definitivo: saúde do couro cabeludo é determinante para preservar os fios!

Foto: Divulgação

A Dra. Luciana Passoni, médica referência em ciências capilares e CEO da Passoni Clinic, alerta que identificar e controlar a causa da queda é essencial e até mais importante do que realizar o transplante capilar. Os tratamentos clínicos trazem resultados por si só e também são parte importante do protocolo de transplante capilar, antes e depois do procedimento, para evitar a progressão da alopecia e preservar os cabelos não transplantados.

Embora o transplante capilar esteja em evidência por conta da busca por soluções para rarefação e queda de cabelo, o procedimento não trata a doença responsável pela queda de cabelo. “Ele recupera áreas em que houve perda definitiva dos folículos, mas não dispensa o tratamento clínico, se você não tratar a doença antes e depois da cirurgia, a miniaturização e enfraquecimento dos folículos continuam a acontecer no couro cabeludo, até comprometendo o resultado a longo prazo”, explica a Dra. Luciana Passoni.Segundo a médica, o procedimento é válido, mas deve ser considerado como um recurso para situações em que houve perda definitiva do folículo, e não a primeira alternativa diante da queda. Mesmo porque nem toda queda tem a mesma causa, a recomendação da médica é investigar cada couro cabeludo para escolher o melhor tratamento. “Temos mais de cem tipos de alopecias e cada uma demanda um protocolo diferente”, afirma Luciana.

Entre as causas frequentes de rarefação está a alopecia androgenética, condição progressiva que demanda acompanhamento ao longo do tempo. “Não existe alta definitiva, existe controle”, explica a especialista. A estratégia terapêutica depende do diagnóstico e pode envolver diferentes recursos médicos, entre eles microagulhamento, aplicações intradérmicas e tecnologias voltadas ao estímulo e à manutenção da atividade folicular. De acordo com Luciana, o objetivo é preservar os folículos que ainda possuem potencial funcional e controlar os fatores associados à progressão da queda.

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