TSE: Eleições municipais podem levar até 147,6 milhões às urnas neste domingo

Especialistas veem possibilidade de aumento na abstenção

Por Da Redação
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TSE: Eleições municipais podem levar até 147,6 milhões às urnas neste domingo

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O número de eleitores aptos a ir às urnas neste domingo (15), primeiro turno das eleições municipais, é o maior na história do país. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 147.625.767 pessoas poderão participar da votação em 5.567 municípios para escolha dos próximos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores entre mais de 550 mil candidatos.

Por conta da pandemia da Covid-19, as eleições deste ano foram adiadas de outubro para novembro. cientistas políticos ouvidos pelo G1 avaliam que, apesar do recorde de eleitores habilitados, o índice de abstenção, que tem crescido nos últimos pleitos, pode aumentar neste ano.


Para eles, o descrédito dos políticos e, principalmente, a pandemia de coronavírus, que já matou mais de 165 mil pessoas no Brasil, pode afetar o comparecimento às urnas.

Para o pleito deste ano, o TSE ampliou em uma hora o horário de votação, definiu um horário preferencial para idosos, e estabeleceu uma série de medidas sanitárias, como o uso obrigatório de máscaras para acesso às cabines.

Abstenção


O ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Tribunal Superior Eleitoral, tem dito que a grande adesão ao programa de mesários voluntários e o aumento no número de candidaturas são “boas razões” para se acreditar em uma alta presença de eleitores.


“A média histórica de abstenção é de 20%, mas nós vamos tentar diminuir essa média. Vamos tentar criar um grande paradoxo, que é ter mais gente comparecendo à votação durante a pandemia, porque a democracia brasileira está precisando de participação e de revitalização”, afirmou o magistrado, durante seminário de direito eleitoral no fim de setembro.


Conforme o TSE, nas últimas eleições municipais, em 2016, pouco mais de 144 milhões de eleitores estavam aptos a votar. Na ocasião, o índice de abstenção no primeiro turno foi de 17,6%, o que representou mais de 25 milhões de ausências. Em 2018, nas eleições gerais, a taxa de abstenção atingiu 20,3%, a maior desde 1998.

O cientista político Leonardo Barreto, diretor da Vector Análise, afirma que embora o TSE tenha adotado uma série de medidas, é provável que o nível de abstenção seja o maior da história. Para ele, as campanhas eleitorais foram prejudicadas pela pandemia e pelo menor volume de recursos — e não devem conseguir mobilizar o eleitorado. A diminuição no número de debates e o esfriamento do clima político também devem contribuir, segundo ele, para uma maior ausência nas urnas.


 

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