Vereadora acusa grupo de ACM Neto de oferecer cirurgias em troca de votos no sudoeste da Bahia
Candidato do União Brasil já responde a ação na Justiça Eleitoral

Foto: Reprodução
A vereadora Lara Fernandes (Republicanos), de Vitória da Conquista, afirma que o grupo político de ACM Neto de utilizar a oferta de cirurgias e atendimentos de saúde para obter votos e apoio político durante a campanha eleitoral. Segundo ela, a prática envolveria Wagner Alves (União Brasil), candidato a deputado estadual e marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil).
"Nessas minhas andanças de campanhas pelas cidades vizinhas da conquista, o candidato esposo da prefeita está oferecendo cirurgias e atendimentos nos almatos e hospitais públicos municipais a troco de voto e de apoio", disse.
A denúncia, segundo a vereadora, surgiu a partir de relatos que chegaram até ela durante a campanha em cidades da região sudoeste da Bahia. Lara afirma que procedimentos médicos estariam sendo oferecidos a eleitores como uma espécie de troca por apoio à candidatura.
A acusação ocorre enquanto Wagner Alves já responde a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por suposto abuso de poder político e econômico. O processo questiona a utilização da estrutura da Prefeitura de Vitória da Conquista em benefício da candidatura.
Segundo a ação, a administração municipal teria criado cargos comissionados para acomodar lideranças políticas, ex-candidatos e parentes de vereadores aliados. O processo também cita a participação de Wagner no Arraiá da Conquista, evento realizado com recursos públicos. A ação pede a cassação do registro de candidatura de Wagner Alves e a declaração de inelegibilidade dele e da prefeita Sheila Lemos pelo período de oito anos.
A vereadora questiona os critérios que serão utilizados para definir os pacientes atendidos pelo mutirão e aponta a necessidade de transparência sobre a fila e a seleção dos procedimentos. Pela legislação eleitoral, a oferta de benefícios a eleitores com o objetivo de obter votos pode configurar captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico, dependendo das circunstâncias e das provas apresentadas.
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