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Vídeo: ACM Neto classifica acusações de Vorcaro como 'absurdas' e diz que alegações a 24 dias das eleições 'não é gratuito'

Candidato ao governo da Bahia foi acusado de ter negociado propina em troca de ampliar presença do Banco Master em institutos e previdências estaduais

Por Emilly Lima , Camila S. Silva
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Atualizado
Vídeo: ACM Neto classifica acusações de Vorcaro como 'absurdas' e diz que alegações a 24 dias das eleições 'não é gratuito'

Foto: Camila Silva/Farol da Bahia

Após ter sido apontado como atuante na ampliação da presença do Banco Master em institutos e previdências estaduais, segundo consta na proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB), classificou, nesta quinta-feira (10), as acusações como "absurdas" e afirmou que manterá sua agenda de campanha eleitoral. 

Segundo Neto, ele vem de uma família política e já está "acostumado" com o que entende como "questões no contexto de uma disputa eleitoral". Para ele, ter o nome envolvido mais uma vez no escândalo do caso Master "não é gratuito" estando no cenário de 24 dias que antecedem o primeiro turno das eleições 2026. 

"Eu estou acostumado com esse tipo de coisa porque primeiro nasci uma família política e acompanhei isso desde muito cedo dentro de casa. Depois, eu já disputo eleições desde 2002, são 24 anos, sendo que essa é a minha quinta eleição majoritária. Já disputei três de prefeito e essa é a segunda de governador", disse em coletiva de imprensa.

"Então, a gente sabe que no contexto de uma disputa eleitoral, surgem questões como essa e como outras, que são absurdas, mas que são colocadas com propósito. É claro que isso tem um propósito. Isso não é gratuito, a 24 dias da eleição", acrescentou. 

Questionado se o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, o empresário baiano Augusto Lima, o teria citado como fiador do processo em questão, Neto afirmou que não tem conversado com Lima e ponderou: "Eu espero que não tenha acontecido isso. Eu não posso falar por ele, mas eu espero que não tenha acontecido isso. Agora, eu não tenho contato já há algum tempo com o empresário Augusto Lima". 

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Nas primeiras horas desta quinta (10), o UOL divulgou uma reportagem sobre a terceira proposta de delação premiada de Vorcaro. As anteriores foram rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No documento, o ex-banqueiro cita que ACM Neto e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, teriam o direito de receber cerca de R$ 200 milhões em propina negociada com o Master.

O candidato ao governo da Bahia afirmou que acredita na capacidade do eleitor baiano em distinguir "a postura de cada um" e que saberão fazer a melhor escolha no dia 4 de outubro. Neto também disse que as acusações não o impedirão de continuar sua campanha eleitoral e reafirmou que agenda de compromissos está mantida. 

"Agora, eu tenho certeza que o eleitor sabe fazer a distinção entre a postura de cada um e a gente vai continuar com a nossa agenda discutindo a Bahia, porque daqui a 24 dias o baiano vai ter que decidir o seu futuro, vai ter que decidir por qual caminho quer trilhar e a gente não pode perder o foco da discussão essencial sobre os problemas vividos pela Bahia: segurança pública, saúde, educação, desenvolvimento para o Estado", destacou. 

"Então, nós vamos manter o nosso foco, tanto que a minha agenda ela está absolutamente mantida, eu estou indo para a Feira de Santana agora, vamos passar o dia todo em feira, volto a Salvador à noite e espero chegar a tempo pra o evento do candidato a deputado Duda Sanches. Vida segue normal", completou o ex-prefeito. 

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Neto prestou consultorias ao Master 

Em março deste ano, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Banco Central, apontou que a empresa A&M Consultoria Ltda., de ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag logo após as eleições de 2022. 

Conforme o documento, os recursos foram repassados em dezembro daquele ano, e entre março de 2023 e maio de 2024. Neto recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag e R$ 1,3 milhão em nove repasses do Master, totalizando R$ 2,9 milhões, entre junho de 2023 e maio de 2024. 

Em nota divulgada na ocasião, o ex-prefeito da capital baiana afirmou que abriu a empresa quando já não exercia qualquer cargo público e a partir disso prestou serviços a alguns clientes, dentre eles o Master e a Reag. 

"Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação. Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados", disse ao pontuar que está "totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado".

Confira a declaração de Neto 

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