Vídeo: ACM Neto nega que plano de governo tenha sido criado por IA

Suspeita foi levantada por perícia especializada

Por Da Redação
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Vídeo: ACM Neto nega que plano de governo tenha sido criado por IA

Foto: Divulgação

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) negou, nesta segunda-feira (3), que seu plano de governo tenha sido criado com auxílio de inteligência artificial (IA). A suspeita foi levantada por uma perícia realizada pela especialista em propriedade intelectual Caroline Nunes que aponta 56,7% de probabilidade de origem sintética.

Segundo Neto, o plano foi feito a partir "de quadros técnicos, de profissionais que foram ouvidos e de exemplos do que está acontecendo no Brasil e no mundo".

"Os projetos e propostas são 100% proprietários, ou seja, são iniciativas nossas que foram concebidas ao longo dos últimos meses. Muita coisa que veio do 'Sua voz é nossa voz', que é a escuta popular", explicou o candidato, durante sabatina na TV Aratu.

O ex-prefeito de Salvador, porém, admitiu o uso de IA para correção ortográfica e checagem de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo.

O que diz a perícia

Conforme relatado pela especialista, há possibilidade de ter sido inteligência artificial para redigir ou reescrever parcialmente o texto do plano de governo de ACM Neto.

O parecer avaliou as 214 páginas do programa de governo e indica "dispersão incompatível com autoria única e homogênea", com trechos que variam de 0% a 91% de probabilidade de origem sintética. A análise indica que partes do documento tenham sido redigidas ou reescritas com auxílio de ferramentas de IA, enquanto outras seriam de autoria humana.

Segundo detalhado na perícia, dos 50 blocos analisados, 12 superaram 80% de probabilidade de origem sintética. Os maiores índices aparecem nos capítulos dedicados à cultura, desenvolvimento econômico, economia criativa, educação, transformação digital e turismo.

A especialista ainda detalhou que os resultados do relatório não constituem prova de autoria nem permitem afirmar quem escreveu o documento. Os detectores de conteúdo sintético podem apresentar maior margem de erro em português e podem produzir falsos positivos em textos que passaram por forte revisão editorial, padronização de estilo ou ferramentar de correção de texto.

Veja a declaração de ACM Neto no vídeo abaixo:

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