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Vídeo: Atraso no fardamento e estruturas precárias: pais e responsáveis denunciam problemas em escolas da rede municipal de ensino

Questionada sobre os casos, a Secretária Municipal de Educação ainda não respondeu

Por Deivide Sena
Às

Atualizado
Vídeo: Atraso no fardamento e estruturas precárias: pais e responsáveis denunciam problemas em escolas da rede municipal de ensino

Foto: Reprodução/Instgram/@brunoreisba

A rede municipal de ensino de Salvador, gerida pela Secretaria Municipal de Educação (SMED), dirigida por Thiago Dantas, tem apresentado diversos problemas que dificultam o acesso ao ensino para a população. Populares denunciam que escolas de diversos bairros da capital baiana enfrentam problemas que vão da falta de fardamentos, merenda e materiais à ausência de professores e profissionais da limpeza.

Na segunda-feira (31), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) inaugurou a Escola Municipal Valdemar Bibiano da Silva, localizada no Bairro da Paz. No entanto, nos comentários da publicação do Instagram que anuncia a unidade, internautas denunciam diversas irregularidades encontradas nas outras escolas do município.

Em um comentário, uma usuária, que se identifica como mãe de um aluno, solicita que o prefeito mude as cadeiras da Escola Municipal 2 de Julho, localizada no bairro do Trobogy. Além disso, ela afirma que os fardamentos e os kits de materiais escolares não foram entregues na unidade.

Segundo outra internauta, o mesmo problema é encontrado na Escola Municipal Do Calafate, no bairro da Santa Mônica. Uma mãe também critica a merenda disponibilizada em outra unidade.

Outro ponto levantado na publicação é a liberação dos alunos antes do horário correto. Uma internauta afirma que a Escola Municipal Eraldo Tinoco Melo, em Sussuarana, está liberando os estudantes mais cedo devido à falta de funcionários da limpeza.

Esse mesmo problema é encontrado em outras unidades. Nesta terça-feira (31), o Farol da Bahia divulgou uma denúncia acerca da Escola Municipal Nossa Senhora da Paz, localizada no Bairro da Paz. Na unidade, os alunos estão sendo liberados das aulas 1h mais cedo todos os dias.

Segundo o professor e líder comunitário Mem Costa, a falta de funcionários da limpeza e de professores se estende há mais de um ano. Por isso, as aulas no turno matutino só ocorrem até às 10h30, quando deveriam seguir até às 11h30.

"Foi todo o ano passado. A questão da falta de professores e falta de funcionários para a limpeza. E, por conta da redução do quadro de funcionários para a limpeza, não tem como ter aula regular, porque o funcionário que tem não dá conta para montar todas as salas para o turno seguinte", contou Mem Costa ao Farol da Bahia.

A advogada e conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Carolina Seixas Bacellar, também compartilhou, em seu Instagram, uma denúncia sobre as condições das escolas da rede municipal de ensino. No vídeo, aponta que apenas parte dos livros foi entregue às unidades.

Carolina também chega a questionar a atuação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que, segundo ela, "está focando suas ações para as escolas privadas". (Confira o vídeo no final da matéria)

Em entrevista ao Farol da Bahia, Carolina explicou que, além de advogada e conselheira, também é mãe de um menino autista que estuda na rede municipal de ensino e membro da Comissão Especial de Direito na Escola da Ordem dos Advogados da Bahia (OAB-BA), onde é responsável pela educação fundamental.

Por isso, ela enfrenta os problemas da gestão diariamente, como a famosa "escola para autistas", prometida pelo prefeito Bruno Reis e que segue com a obra abandonada. A unidade poderia beneficiá-la e às mães de mais 800 crianças.

"Eu conheço muito de perto a realidade da escola do meu filho, mas eu conheço também outras realidades", ressalta. "Esse ano, nenhum aluno da rede recebeu lápis, caderno, borracha, nada."

A advogada também pontua que, devido à greve dos professores, deflagrada no dia 6 de maio de 2025, que seguiu até o dia 18 de julho, as aulas da rede municipal começaram atrasadas em 2026.

"Em virtude disso, o ano letivo de 2025 só terminou antes do carnaval de 2026. E aí as aulas começaram bastante atrasadas. Concluímos hoje o mês de março e as crianças estão sem material", afirma.

"Alguns livros chegaram, não todos os livros, não livros de todas as matérias. Desde o ano passado, existe compartilhamento de livro entre alunos, o que é um absurdo. Então, por exemplo, em uma sala de 30 alunos, você tem 12 livros de ciências. Quer dizer, os meninos se juntam e dividem um livro, dois, três, utilizando o mesmo livro. Então, a professora não pode passar dever para casa e eles não podem riscar no livro. É um absurdo", complementa.

Carolina também revelou que entrou com uma denúncia no MP-BA no ano passado, para que a situação fosse investigada, mas segue sem resposta da Prefeitura de Salvador.

"O promotor fez o ofício, os ofícios foram enviados para a SMED, para Thiago Dantas, que é o secretário [de Educação], para vários outros locais, e simplesmente são ignorados. Esses ofícios já foram reiterados duas ou três vezes e continuam sem ser respondidos", denuncia. "O fato é que as crianças estão largadas, não têm farda, não têm nada."

O Farol da Bahia questionou a Secretaria Municipal da Educação sobre os casos denunciados e aguarda retorno.

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