Vídeo: Câmara retoma trabalhos após recesso parlamentar e vereadores apostam em clima de produtividade
Entre os projetos esperados para o segundo semestre de 2026 está o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano

Foto: Farol da Bahia
A Câmara Municipal de Salvador retomou oficialmente suas atividades legislativas nesta segunda-feira (3), após o recesso parlamentar de julho. A expectativa é que, com a volta dos trabalhos, sejam votados projetos como o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).
A jornalistas, o líder da oposição, Randerson Leal (Podemos), ressaltou a importância do trabalho da Câmara Municipal para a sociedade.
"É daqui que saem as melhorias para o nosso povo. Tudo o que acontece na cidade passa primeiro pela Câmara Municipal, e eu tenho valorizado isso, tenho colocado isso no tema com os colegas vereadores e vereadoras, da importância da gente aprovar o projeto de lei de cada vereador, inclusive falei agora do plenário da casa, justamente isso, para que a gente não possa esquecer o comprometimento que tem cada vereador, cada vereadora com a cidade, e a gente não esquece dessa forma, valorizando o trabalho através de apreciação e aprovação de alguns projetos dos vereadores aqui dessa casa, como nós fizemos no primeiro semestre", declarou o parlamentar.
Leal disse esperar que o segundo semestre de 2026 tenha muita produtividade na Casa e que projetos importantes sejam votados, como o PDDU, que está atrasado.
"Espero que seja um segundo semestre de muita produtividade, assim como foi feito no primeiro semestre, e a gente possa ter realmente esse protagonismo da cidade. Como eu falei, tudo o que acontece na cidade passa primeiro na Câmara Municipal, então estou muito feliz em retornar, e temos, obviamente, alguns temas importantes, como o PDDU, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, esse plano já tem quase três anos em atraso", afirmou.
O vereador também citou como exemplo pautas do transporte público de Salvador. Segundo ele, foi solicitado à Prefeitura dados sobre o assunto que ainda não foram enviados.
"Outro tema, o transporte público municipal, é um transporte caótico, todo mundo está vendo aí, é um transporte cheio de sucatas nas ruas, um transporte que não leva, não dá nenhuma segurança, nenhum conforto ao cidadão, e eu soube que a Prefeitura está aqui querendo enviar um projeto, mas não se decide, e aí fica a pergunta: Quanto custa o transporte público municipal para a cidade?", questionou.
"Nós já enviamos o ofício pedindo os números de forma transparente, a Prefeitura não tem enviado os números do transporte público, então não podemos admitir mais um subsídio para um transporte defasado, um transporte que nós temos aí vivendo na nossa cidade, e eu lembro como hoje, novembro de 2025, nós aprovamos o subsídio de quase 80 milhões, subsídio esse que tinha a expectativa de não ter o aumento da tarifa de ônibus, mas infelizmente nós fomos surpreendidos de forma negativa, dia 1º de janeiro desse ano, foi dado o aumento da tarifa de ônibus, sem nem ter colocado ônibus de ar-condicionado, sem nem ter melhorado o transporte público municipal", complementou Leal.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz (PSB), também comentou a volta dos trabalhos. O parlamentar afirmou que irá alinhar com o prefeito Bruno Reis (União Brasil) para saber como está a produção do PDDU.
"Iremos trabalhar da mesma forma que trabalhamos no primeiro, não ia ter problema nenhum em relação aos trabalhos por causa da eleição, tá tudo planejado. Em relação ao plano diretor, ele não chegou na casa, a empresa que está fazendo o trabalho para o executivo municipal pediu mais um prazo, eu não sei como é que está isso, vou conversar com o prefeito agora, vou procurar saber como é que está, mas depende do executivo. Assim que esse projeto chegar na Câmara, iremos trabalhar, iremos realizar todas as audiências públicas pra que nós possamos fazer com que o povo da cidade mantenha o conhecimento necessário do que será votado no PDDU", declarou.
Confira a declaração abaixo


