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Vídeo: Chileno é preso no Brasil após proferir ofensas racistas, homofóbicas e xenofóbicas contra tripulantes da Latam; defesa aponta surto psicótico

Gérman Andrés está preso desde a sexta-feira (15); a Polícia Federal o deteve no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo

Por Da Redação
Às

Atualizado
Vídeo: Chileno é preso no Brasil após proferir ofensas racistas, homofóbicas e xenofóbicas contra tripulantes da Latam; defesa aponta surto psicótico

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um chileno chamado Germán Andrés Naranjo Maldini foi preso na sexta-feira (15), após proferir ofensas racistas a um tripulante, durante um voo da Latam, que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, com destino a Frankfurt, na Alemanha. Advogados afirmam que ele teve um surto psicótico. 

Gérman teria direcionado diversas falas racistas, homofóbicas e xenofóbicas a um tripulante da companhia aérea ao ser impedido de abrir a porta do avião. Em vídeos gravados pela própria vítima, o chileno inicia os insultos dizendo: "Ele é gay, eu não sou gay. Para mim é um problema ser gay". 

O comissário questionou o chileno se havia algum problema no fato de ele ser gay e preto, o executivo seguiu com as agressões: "A pele preta... que mais? O cheiro de preto, o cheiro de brasileiro...". A tripulação ajudou pedindo para que ele se sentasse e parasse com as ofensas, mas ele rebateu chamando o tripulante de "preto" e "macaco". 

Em seguida, ele chegou a imitar o animal no meio da aeronave. As vítimas denunciaram o caso à Polícia Federal, que o deteve no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo. A Justiça Federal brasileira expediu um mandado de prisão preventiva contra ele. Germán está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP).

Chileno é afastado do trabalho

Gérman é um executivo comercial que atuava há mais de 10 anos na empresa Landes, que comercializa pescados no Chile, foi afastado do cargo. No dia seguinte, a empresa publicou formalmente o afastamento preventivo do executivo. 

Em nota, a companhia condenou as práticas de discriminação de Germán e disse que esse tipo de comportamento é "totalmente incompatível com os valores da Landes e com a sua Política de Não Discriminação, que se aplica a todos os funcionários da empresa". 

Defesa pede avaliação psicológica 

Por meio de nota, a defesa de Gérman solicitou à Justiça Federal uma avaliação do estado psicológico do chileno. Segundo o chileno, ele estava "fora de si". A declaração foi divulgada por meio do advogado de defesa dele, Carlos Kauffman. 

Na nota, Gérman afirma estar chocado com as palavras ditas nas filmagens após a repercussão do caso: "a pessoa que vocês viram não sou eu". O advogado ainda disse que o chileno faz tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos e possui internações anteriores relacionadas à sua saúde mental. 

As informações médicas foram levadas às autoridades para que haja uma "avaliação especializada, independente da manutenção da prisão", de acordo com a defesa.

Leia a nota da defesa na íntegra: 

“Estivemos com o Germán hoje, e ele fez uma declaração na qual ele reconhece que, por força de tratamento psiquiátrico, o qual ele é submetido há mais de 13 anos, já tendo sido internado por essas questões, remédios que está tomando, ele não sabe o que aconteceu. Não tem noção do que houve.

Está extremamente triste, consternado, envergonhado com tudo isso, e pede desculpas públicas a todos os brasileiros, em especial, ao tripulante Bruno, que se sentiu ofendido, dizendo que essa conduta é incompatível com a sua vida, com o seu histórico, e que jamais, jamais, poderia fazer algo nesse sentido de maneira consciente, de maneira intencional.

Neste sentido, o que o German precisa é de tratamento. Ele toma medicamento, medicamento controlado, e certamente ele busca tratamento para que ele possa se recompor. Peticionamos hoje à Justiça Federal para trazer dados e fatos até então desconhecidos, no sentido de que Herman precisa de tratamento médico, que já foi internado, toma medicação de uso controlado e é indispensável que seja avaliada a sua condição, o seu estado mental, ainda que esteja preso."

Gérman pede desculpas a comissário 

O executivo se pronunciou por meio de nota, divulgada pela defesa, após o caso. Ele pede desculpas ao comissário e tripulantes do voo, e afirma que "aquela pessoa não é ele". 

“Bruno (comissário), provavelmente você está bravo demais para me perdoar, mas espero ter a chance de me desculpar pessoalmente com você. Não era eu. Minha mente estava em um estado alterado. Queria ter a oportunidade e a permissão de escrever essa carta de próprio punho, mas, por ora, tive de pedir que meu advogado o fizesse”, afirmou.

Ainda em nota, o chileno afirma que “queria poder dizer isso para todas as pessoas que aparecem no vídeo: a pessoa que vocês viram não sou eu, é uma pessoa que estava fora de si”.
 

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