Vídeo: deputada do PL critica condução de Erika Hilton em comissão de Defesa das Mulheres: 'A senhora não me representa'
Rosana Valle acusa psolista de ter tornado o espaço em 'militância ideológica' e falas agressivas

Foto: PL/Agência Senado
A reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, realizada nessa quarta-feira (8), terminou em meio a uma discussão entre as deputadas Erika Hilton (PSOL), que preside o colegiado, e Rosana Valle (PL). A parlamentar santista fez críticas sobre como os trabalhos têm sido conduzidos e apontou que as reuniões se tornaram um espaço de "militância ideológica".
Rosana Valle ainda acusou Erika Hilton de ter falas "agressivas" e que incitam militância contra as deputadas que não concordam com os posicionamentos.
"Eu só tenho que lamentar o que está acontecendo aqui nessa comissão. Infelizmente, o seu partido PSOL, fez um desserviço colocando a senhora nessa presidência. Nós estamos há 4 horas e 10 minutos, o clima ruim, péssimo. Eu tenho um requerimento aqui pra ser votado sobre um seminário, uma audiência pública de endometriose. Não foi votado, então essa comissão se tornou uma militância, e eu não tenho dúvidas que a sua fala agressiva está incitando a militância contra nós, deputadas que não concordamos com o seu posicionamento", disse a deputada bolsonarista.
A parlamentar também criticou que a comissão não cobra a presença da ministra das Mulheres, Maria Lopes, para participar dos debates do colegiado. Na sequência, ela diz que Hilton não a representa.
"Nós temos direito de fala aqui. Enquanto mulher, na condição de mulher, a senhora não me representa. As pautas importantes, eu vi o seu depoimento, a sua manifestação no começo, a senhora, como presidente da comissão, deveria cobrar a ministra da mulher para que ela viesse aqui", afirmou Valle.
Em seguida, Rosana fez uma afirmação considerada transfóbica, ao mencionar que, se houvesse um enfrentamento físico, buscaria a Lei Maria da Penha, alegando que a presidente teria "a força de um homem". "A senhora grita, parece que vai partir para uma agressão. Se a vossa excelência vier para cima de mim, para me enfrentar aqui, nós vamos procurar a lei Maria da Penha, porque a senhora tem a força de um homem", disse.
Erika rebateu ao dizer que a parlamentar do PL busca curtidas e visualizações nas redes sociais e acusou a colega de ser agressiva e desrespeitosa. "Se Vossa Excelência partir para cima de mim, nós procuraremos também as legislações que me protejam e me defendam. A opinião de Vossa Excelência não me importa. O que a Vossa Excelência acha não me interessa", frisou.
"A Vossa Excelência não pode esperar que eu ouça os horrores e disse barbaridades contra mim. Ninguém vai tirar o meu direito de falar enquanto deputada. Se Vossa Excelência acha que eu grito, eu lhe oriento a comprar um protetor auricular. Gritarei o que for necessário. Fui silenciada e calada durante muito tempo. E agora gritarei tudo aquilo que eu acho que é verdade", acrescentou a psolista.
Veja um trecho do debate


