Vídeo: "Dia da verdade", diz Carlos Viana sobre leitura do relatório final da CPMI do INSS
Segundo presidente, votação pode avançar pela madrugada; Prazo das ativdades encerra no sábado

Foto: Farol da Bahia
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entra, nesta sexta-feira (27), em sua etapa final com a leitura e votação do relatório conclusivo. O presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos- MG), classificou a sessão como “dia da verdade” e afirmou que o resultado da votação evidenciará quais parlamentares apoiaram a apuração do esquema e quais teriam atuado para “blindar” envolvidos nas irregularidades.
O prazo para os trabalhos da Comissão encerra no sábado (27). Segundo o deputado federal, a sessão deve se estender sem interrupções até a conclusão, podendo avançar pela madrugada.
“Nós vamos apresentar na comissão um relatório equilibrado, um relatório técnico e com base nas provas que nós arrecadamos durante todo o trabalho. Cada parlamentar terá o direito a voto e a sua consciência é quem dirá junto à população”, disse.
A expectativa é de que o parecer seja colocado em votação imediatamente após a leitura integral pelo relator, sem suspensão da sessão. “Pode durar quantas horas for, mas nós vamos encerrar essa CPMI, dando ao Brasil a possibilidade de saber exatamente o posicionamento de cada um dos parlamentares que participaram das investigações”.
Nos bastidores, há a possibilidade de apresentação de um relatório alternativo, articulado por integrantes da base governista. Viana reconheceu que a previsão existe no regimento, mas sinalizou abertura para negociação. “Vamos avaliar na hora o que vai acontecer. Quem sabe a gente consegue ter um relatório conjunto e aprovado em alguns pontos. Eu espero que o diálogo prevaleça até o final, mas que a verdade triunfe”, pontuou.
A leitura do relatório final deve ser realizada até o dia 28 de março, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar, na quinta-feira (26), a liminar no ministro André Mendonça que determinava ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a leitura do requerimento de prorrogação da Comissão, em até 48h.


