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Vídeo: 'Evangélica do demônio', médica e dentista perdem cargo em prefeitura após ofender agente de saúde

O caso ocorreu no município de Serra Preta, no leste baiano; prefeitura emitiu nota repudiando o caso

Por Da Redação
Às

Vídeo: 'Evangélica do demônio', médica e dentista perdem cargo em prefeitura após ofender agente de saúde

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma médica e um cirurgião-dentista que trabalhavam na rede municipal de saúde da cidade de Serra Preta, no leste da Bahia, foram exonerados dos cargos após a circulação de um vídeo fazendo comentários considerados ofensivos contra uma agente comunitária de saúde. As falas repercutiram nas redes sociais na última terça-feira (9). 

No vídeo, a dupla aparece dentro de um carro comentando sobre uma conferência que haviam participado com os agentes de saúde da cidade. As imagens foram publicadas no perfil de um dos profissionais na segunda-feira (8) e circulou em grupos de mensagens na terça. 

Eles comentam sobre uma suposta orientação que a agente de saúde teria passado para um paciente. “Saímos agora de uma reunião com os agentes de saúde e tem uma evangélica do demônio que, em um dia de visita, mandou um paciente mastigar alho ao invés de tomar o remédio de pressão”, diz a médica. 

Foram feitos comentários a respeito da religião da servidora, que integra a Igreja Adventista do Sétimo Dia.  

Após a repercussão, foi publicado um decreto municipal exonerando o cirurgião-dentista Lucas Filipe Silva Carneiro do cargo de coordenador da Divisão de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde. A médica, que não teve o nome divulgado, teve o contrato suspenso. 

Em nota, a Prefeitura de Serra Preta afirmou que "repudia veemente a conduta dos colaboradores" e que o vídeo é desrespeitoso e demonstra negligência com os deveres do serviço público. Ainda de acordo com o município, os dois foram afastados das funções. 

A agente comunitária em questão, alvo dos comentários, atua há 27 anos na cidade e até o momento não registrou boletim de ocorrência sobre o ocorrido, informou a administração municipal. 

Ainda conforme a prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde só tomou conhecimento da suposta orientação envolvendo o uso de alho após a divulgação do vídeo. A pasta afirmou que não há registros anteriores que comprovem que a prática ocorria de forma recorrente.

“Até o momento não é possível afirmar que essa prática ocorria sempre, uma vez que não havia qualquer registro ou comunicação prévia que chegasse ao conhecimento da administração”, informou a prefeitura.

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