Vídeo: “Não há cenário para barrar a proposta”, afirma Erika Hilton sobre resistência na CCJ à escala 6x1
Proposta enfrenta pressão da oposição, mas acordos políticos indicam votação ainda no primeiro semestre

Foto: Farol da Bahia
BRASÍLIA - A deputada federal Erika Hilton (PSOL) afirmou, nesta quarta-feira (25), ao Farol da Bahia, que a articulação da direita para barrar a proposta de fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados é arriscada em ano eleitoral e não deve prosperar. A matéria que tramita na Comissão de Constituição e Justiça tem como relator o deputado Paulo Azi (União), escolha que integra o acordo político para que a relatoria ficasse com um partido de centro.
A proposta enfrenta resistência de setores da oposição e de parte da base empresarial. Os presidentes Valdemar Costa Neto, do PL, e o e Antônio Rueda, do União Brasil, falaram sobre a possibilidade de impedir o avanço da pauta dentro da CCJ com o intuito de blindar os parlamentares em uma possível a votação em plenário. As declarações foram feitas durante um encontro com empresários em São Paulo na última segunda-feira (25).
Para a deputada, a tentativa de "enterrar" a pauta no colegiado é que tende a ter custo eleitoral, além de ver dificuldade para reunir quórum suficiente para barrar a proposta na comissão. Segundo ela, há diálogo permanente com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e articulação do governo federal para votar a matéria ainda no primeiro semestre de 2026. Motta já afirmou que quer votar a matéria até maio deste ano.
"Me parece que esse tipo de manifestação, ela é muito mais para criar um frisson, para gerar um caos e para também entender qual é o poder de barganha que se consegue a partir disso, do que um fato concreto. Não vejo o cenário", afirmou.
A escolha do relator na CCJ também gerou repercussão entre apoiadores e críticos da proposta. Erika Hilton disse que a indicação de um parlamentar de centro já era esperada, e que houve preocupação mais com as declarações do presidente do União do que com a escolha de Paulo Azi para a relatoria.
"Há uma tranquilidade por parte do presidente da casa de que o relatório vai se caminhar. O próprio Paulo Azi é um deputado muito dialogável. ntão, eu acho que é possível fazer um bom trabalho com a relatoria do deputado e a gente encaminhar logo isso para a comissão especial e destravar esse tema”.
Caso a proposta seja aprovada na CCJ, o texto ainda precisará passar por comissão especial e pelo plenário da Câmara.
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