Vídeo: "O melhor meio é o que for acordado entre patrões e empregados", diz José Rocha sobre voto em emenda que adia fim da escala 6x1
Emenda adia em 10 anos a redução da jornada de trabalho

Foto: Stephanie Ferreira / Farol da Bahia
O deputado federal José Rocha (União Brasil), explicou na noite desta quarta (20), seu voto favorável a emenda que adia em 10 anos o fim da escala 6x1. Com a repercussão negativa, diversos deputados baianos favoráveis ao projeto passaram a se retratar publicamente.
Em entrevista ao Farol da Bahia, o parlamentar avaliou que a redução da jornada é interessante para o trabalhador, mas que o empregador também depende de seus funcionários. Segundo ele, seu voto na emenda não significa que votará contra a redução da escala de trabalho.
"Eu assinei uma proposta da PEC para adiar. Não quer dizer que o meu voto vai ser nesse sentido. Eu acho que a PEC é interessante, é importante para o trabalhador e o que está sendo feito é uma negociação para um período de transição. O que nós queremos, na verdade, é que o trabalhador seja beneficiado com a diminuição das suas horas de trabalho, mas que também o empregador não fique sem o trabalhador. Então, que haja uma negociação entre patrão e empregado", afirmou.
O deputado defende que haja uma "conciliação entre aquilo que deseja o empregado e aquilo que o patrão pode ceder".
Rocha ressaltou que é a favor da PEC que propõe a redução da jornada de trabalho. Questionado sobre ser favorável à redução de horas, mas não à redução de dias de trabalho, o deputado defendeu novamente uma negociação entre contratante e empregado.
"O melhor meio é aquele que for acordado entre os patrões e os empregados, através do relator dessa PEC que é Leo Prates. Então, Leo Prates está conversando com todos esses segmentos, tanto patronal quanto do lado do empregado, para que se encontre uma conciliação", disse.
Disse também que a Câmara dos Deputados não visa "radicalizar" nem a favor do empregado, nem do empregador.
"Não tenha dúvida que a Câmara dos Deputados que representa o povo brasileiro e está nesse sentido de não radicalizar nem para um lado e nem para o outro, mas encontrar um meio que seja de conciliação entre o empregador e o e o trabalhador", destacou.
Ele afirma ainda que um possível período de transição para uma escala menor está sendo negociado com o deputado baiano Leo Prates, relator da PEC na Casa, e que deve ser de 5 anos.
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